Tubulação de proteção da rede
elétrica da bomba d’água
Durante o
velório coletivo de Nelson Siqueira da Silva, 27 anos, Daniel Siqueira SilvaEdimar
Siqueira Silva
 e José Carlos de Carvalho Vieira, em Marabá,
sudeste do Pará, imperou o sentimento de tristeza e revolta, após a descarga
elétrica que matou os 4 jovens, na tarde de sábado (8), em uma bomba de sucção
de água da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). De acordo com moradores e familiares, se
houvesse uma manutenção periódica da rede elétrica, a tragédia teria sido evitada.
 O triste episódio foi destaque na imprensa nacional.
Casa da criança, local do velório coletivo dos 4
jovens
Ainda na tarde de sábado, o gerente da Cosanpa, em Marabá,
Paulo Afonso Rodrigues Barbosa, foi ao
local do acidente, mas teve que sair às pressas, diante da ameaça de
linchamento por parte da população. Ele prestou depoimento na 21ª Seccional de
Polícia Civil de Marabá, mas foi liberado. A delegada, Simone Felinto, abriu inquérito
policial para apurar as responsabilidades. Uma equipe do Centro de Perícia
Científica, Renato Chaves, esteve no local da tragédia, colhendo as primeiras
informações das possíveis causas do acidente.
 
Momento da retirada dos corpos do Rio
Tocantins
Os corpos dos jovens estão
sendo velados, juntos, na Fundação Casa da Criança, localizada no Bairro Santa
Rosa, próximo ao local onde eles morreram. O sepultamento está previsto para ocorrer
no Cemitério da Saudade, bairro Nova Marabá, às 9 horas da manhã de hoje (10). Durante
o final de semana, foram várias as manifestações de indignação, nas redes
sociais, com a Cosanpa em Marabá. Ajudada pela péssima imagem diante da
população, em decorrência dos péssimos serviços prestados, a maioria dos
moradores ver a companhia de abastecimento de água como a única culpada pelas
mortes dos rapazes.