Marabá
25°C
Overcast clouds

Janeiro foi 3º mês mais letal da pandemia em Marabá

Secretaria Municipal de Indústria e Comércio publica gráficos que indicam meses mais letais e mais contagiantes em um ano | Foto: Divulgação
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

Neste mês de março, Marabá completa um ano da confirmação da primeira pessoa infectada com o temido novo coronavírus, que provoca a covid-19. Na tarde de 23 de março de 2020, uma segunda-feira, a Secretaria de Saúde Publica do Pará (Sespa) confirmava o quinto caso da doença no estado e o primeiro na cidade-polo do sul e sudeste. Era uma mulher de 29 anos, com histórico de viagem a São Paulo.

A partir de então, como ilustrado pelos gráficos da Sicom, o número disparou. Para se ter ideia da velocidade com que o número de contagiados pelo novo coronavírus subiu em Marabá, em março havia apenas uma confirmação – ficou assim até o dia 31, último do mês. Em abril, pulou para 35. Em maio, o valor voou – mesmo com a interrupção das atividades no aeroporto – para 932. Por fim, em junho, saltou para 3.229. Cabe lembrar que junho foi o mês dos testes rápidos, responsáveis por 2.998 detecções, contra 231 do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

As primeiras notificações de mortes em Marabá ocorreram um mês após a eclosão dos casos iniciais de cidadãos infectados com a doença. Foi no dia 22 de abril de 2020, uma quarta-feira, que Marabá entrou em alerta com as primeiras vítimas fatais. O episódio desencadeou, nos dias seguintes, um efeito em cascata. Mais e mais óbitos surgiram. A taxa de letalidade chegou a mais de 30%, mas agora, um ano depois, segue em ritmo de queda, a 1,9%.

Ainda em abril, Marabá contabilizou nove mortes em decorrência da covid-19. Na ocasião, todo o comércio não essencial estava fechado. Em maio, já foram 91 registros negativos – salto de 900%. Foi o mês mais letal no município. Também foi nesse período de mortes que a prefeitura autorizou a reabertura parcial do comércio. Os fatores de risco mais comuns eram hipertensão, diabetes, cardiopatia e obesidade.

Já em junho, ao contrário do que se imaginava, Marabá computou menos mortes que o mês anterior. Foram 44 óbitos no total – baixa de 53% na comparação com maio. Em julho, o número caiu ainda mais – 19 mortes no total. Em agosto, uma pequena subida em comparação com o mês anterior – 22 mortes. Setembro e outubro mantiveram a tendência de queda que vinha se confirmando, com 14 óbitos cada.

Novembro, o mês das eleições, encerrou com com apenas três mortes. Já em dezembro, o número voltou ao patamar de agosto, com previsão de subida – 22 pessoas perderam a vida para a covid-19 em Marabá. Reflexo de um período eleitoral de afronta às restrições que o momento exigia e ainda exige. Janeiro de 2021 finalizou com 31 mortes computadas na cidade e a terceira colocação na lista de meses mais letais. Fevereiro registrou 22 óbitos, assim como agosto e dezembro últimos.

Números mensais de infectados pela covid-19 em Marabá

Lockdown?

No Pará, apenas as cidades da Calha Norte voltaram a sofrer o lockdown em 2021, devido ao aumento de casos do coronavírus e ameaça de colapso do sistema de saúde, porém a medida restritiva já foi revogada pelo governador Helder Barbalho (MDB).

Nos últimos dois dias, contudo, as redes sociais trouxeram à tona vários rumores no sentido de ser decretado novo lockdown. A indiscrição ainda não foi confirmada nem desmentida pelo governo estadual, que, apesar de tudo, costuma não hesitar na matéria.

Em Marabá, mesmo suspensas, ocorreram várias festas clandestinas durante o período de carnaval, e os bares voltaram a funcionar, provocando aglomerações, em alguns locais, mesmo com a rígida fiscalização dos órgãos sanitários e de segurança.

A Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa) de Marabá, sob o comando de Daniel Soares da Silva, já prevê aumento no número de mortos e infectados pelo novo coronavírus neste mês de março.

Para se ter ideia, os casos confirmados em dezembro de 2020 foram 1.757, com 22 mortes. Já em janeiro, após as festas de Ano Novo, o quantitativo subiu para 2.230 pessoas contaminadas e 31 óbitos.

A tendência é que a conta das festas durante o feriado de carnaval comece a chegar agora a Marabá. As mutações do vírus se tornaram mais letais e com um poder maior de contaminação. Na contramão, a vacinação caminha a passos de tartaruga. (Portal Debate Carajás)

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!