No dia 15/7/2020 (quarta-feira), o garimpeiro conhecido como Edival de Jesus, de 46 anos, teve o ‘pé comido’, durante o ataque de um jacaré-açu, em um igarapé, na comunidade do Garimpo Água Branca, zona rural de Itaituba, oeste do Pará. A vítima foi atacada pelo réptil quando estava trabalhando na lavra de ouro, mas conseguiu sobreviver.
Segundo a imprensa do lugar, o pé direito do garimpeiro foi dilacerado pelos dentes do gigantesco animal. A vítima foi socorrida e levada para o Hospital Municipal de Novo Progresso (HMNP), onde segue internado em estado considerado estável, porém com o membro inferior direito bastante danificado.
Jacaré-açu (Melanosuchus niger)
O seu corpo é preto com faixas amarelas. Os olhos e narinas são grandes e os permite ficar semi-submersos. Alimentam-se de caranguejos, peixes e pássaros. Para nadar, eles utilizam o movimento ondulante da cauda. O jacaré Açu é o maior de todos os jacarés, podendo chegar até 6 metros de comprimento e até 300 quilos de peso.
A reprodução ocorre uma vez por ano, em média, as fêmeas pões de 40 a 50 ovos. Os jacarés jovens devem ter cuidado, pois correm o risco de serem devorados assim que nascem por jiboias ou outros jacarés adultos. Sua média de vida é de 80 anos, mas pode chegar aos 100.
Hoje em dia, o jacaré Açu está ameaçado de extinção, pois seu couro é muito cobiçado e sua carne muito saborosa. Os fazendeiros geralmente os matam os matam porque representam perigo para suas criações. O jacaré Açu também é conhecido por ‘caimão-preto’, ‘jacaré-aruará’ ou jacaré-gigante.
Pedro Souza


