PARAUAPEBAS (PA) — Profissionais de imprensa que apuravam uma notícia em Parauapebas, no sudeste do Pará, denunciam ter sido vítimas de violência institucional por parte de um investigador da Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (4). O rumoroso caso, que ocorreu dentro da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), gerou reação do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor-PA).
O investigador da Polícia Civil Marcos Alves Andrino teria hostilizado os repórteres Leonardo Chaves, Denis Brazil e Márcio Alves dentro da delegacia em que atua, enquanto os profissionais trabalhavam em reportagens para os seus veículos — Amazônia TV (afiliada RecordTV) e Portal Pebas Notícias.
As equipes de reportagem, conforme relato, estavam no prédio público coletando informações sobre uma criança que teria sido vítima de violência doméstica com arma branca no momento em que o investigador Marcos Andrino saiu da sala dele com tom de voz agressivo contra os profissionais.
O investigador questionou os repórteres sobre a suposta divulgação de notícia a respeito de um suspeito de ser estuprador em série na cidade de Parauapebas, o que não teria acontecido. “Vocês são craques em divulgar mentiras”, teria disparado Marcos Andrino, diante de colegas policiais e de guardas municipais que apresentavam outras ocorrências.
Os repórteres entraram em contato com a Superintendência Regional de Polícia Civil, que apenas orientou os profissionais a comunicar o fato à Direção da Deam, o que já havia sido feito. Os profissionais de imprensa devem formalizar a denúncia contra o investigador na segunda-feira (7).
Por meio de nota, o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará (Sinjor-PA) diz repudiar a atitude do investigador com a imprensa e prometeu acompanhar a situação a partir do registro de denúncia formal na Corregedoria da Polícia Civil do Pará.
“O SINJOR-PA solidariza-se com os profissionais ofendidos e com todos que já passaram por situações semelhantes na DEAM de Parauapebas”, escreveu o sindicato que representa a categoria com registro profissional.
A Reportagem ligou para um contato que seria do investigador Marcos Andrino para ouvir a outra versão dos fatos, mas o chamado não se completou. (Portal Debate Carajás)


