MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – O Instituto Instrelas realizou, na última sexta-feira (14/3), a cerimônia de posse da nova diretoria e dos membros do conselho fiscal. O evento marcou mais uma etapa no fortalecimento da atuação do instituto, que tem como principal missão combater a violência obstétrica e enfrentar o elevado índice de mortalidade materna e neonatal no município.
A presidenta empossada, Heidiany Moreno, destacou que o Instrelas continuará desenvolvendo ações para garantir que os direitos das gestantes sejam respeitados, como o cumprimento da lei do acompanhante nas maternidades e a luta pela implantação de um centro de parto normal em Marabá. “Nosso objetivo é oferecer alternativas concretas diante da realidade preocupante que enfrentamos, além de conscientizar a sociedade para que todas as mulheres tenham acesso a um parto digno e humanizado”, afirmou.

A vice-presidenta, Juliana Neco, relembrou que, nos últimos anos, movimentos sociais de mulheres têm promovido audiências públicas para denunciar casos de violência obstétrica e cobrar ações efetivas das autoridades. “Mesmo com as denúncias e as audiências realizadas em 2021, 2022, 2023 e 2024, ainda enfrentamos um cenário alarmante. Neste ano, já registramos uma morte materna e 14 óbitos de bebês na cidade”, alertou.
Como parte de suas estratégias, o Instituto Instrelas produziu um folder informativo que orienta a população sobre parto humanizado, práticas condenáveis no atendimento obstétrico e os canais disponíveis para denúncias. O material também apresenta as legislações vigentes que asseguram os direitos das gestantes, incluindo normas municipais, estaduais e federais.
O instituto mantém ainda uma atuação nas redes sociais, buscando ampliar o alcance das informações e fortalecer a rede de apoio às mulheres que enfrentam situações de violência durante a gestação e o parto. (Portal Debate)



