Na noite desta sexta-feira (28), o influenciador digital Thiago Schutz, conhecido nas redes como “Calvo do Campari”, foi preso em flagrante acusado de violência doméstica e lesão corporal contra a namorada, em Salto (SP). De acordo com o boletim de ocorrência, a agressão ocorreu após a mulher recusar um pedido de relação sexual.
Segundo os dois informaram no Boletim de Ocorrência, o casal estava junto havia cerca de três meses. O exame do IML apontou ao menos 11 agressões, com machucados distribuídos na face, nos membros superiores e inferiores, além de sinais compatíveis com tentativa de defesa.
No BO, Thiago nega ter forçado a mulher a ter relações sexuais com ele. Diz também que ela começou a agredi-lo, com arranhões no rosto, e, para se defender dela, teria chutado-a para fora da cama para afastá-la.
Relatos da vítima indicam que ela sofreu tapas, chutes, puxões de cabelo, estrangulamento e foi jogada ao chão. Ela conseguiu fugir da residência e pedir socorro. A Polícia Militar foi acionada, encontrou a mulher com ferimentos visíveis na rua e, pouco depois, deteve o influenciador.
Imagens gravadas durante o episódio circulam nas redes sociais e registram o momento da agressão a vítima aparece em desespero, enquanto o influenciador chega a ordenar que ela “chamasse a polícia”.
Na manhã deste sábado (29), Thiago passou por audiência de custódia e foi liberado provisoriamente, mas com medidas cautelares: ele está proibido de se aproximar da vítima ou manter contato, inclusive pelas redes sociais.
A defesa da mulher já indicou que vai solicitar medidas protetivas e pretende representá-lo criminalmente. A advogada da vítima descreveu o episódio como “repugnante, covarde e absolutamente intolerável” e afirmou que, além das agressões físicas, houve tentativa de violência sexual.
Quem é “Calvo do Campari”
Thiago Schutz ganhou notoriedade nas redes sociais como “Calvo do Campari” após viralizar com um relato de que, ao beber Campari, teria se recusado a tomar cerveja com uma mulher, episódio que lhe rendeu memes e o apelido.
Ele se apresenta como “coach de masculinidade”, “autor” e “empreendedor”, e segue alinhado à vertente da chamada “masculinidade tóxica / red pill”, frequentemente criticada por difundir falas misóginas e ideias de controle sobre mulheres.


