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Inflação de Marabá fica em 1,07% em agosto, puxada por gastos com educação

Segundo os pesquisadores, este índice sinaliza um péssimo indicador em relação à recuperação da atividade econômica, em particular, pela insignificante participação da base produtiva local no abastecimento de Marabá
No retorno das aulas, a educação e certamente a compra de artigos escolares apresentaram inflação de 12,41%
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Em Marabá, no sudeste do Pará, a inflação acelerou para 1,07% em agosto, depois de ficar em 1,03% no mês anterior. Apesar da leve subida, esse resultado é melhor que o observado em 2020, quando a inflação de agosto ficou em 1,73%. Com isso, o indicador acumula alta de 8,43% no ano e 11,60% nos últimos 12 meses. Os dados são do Laboratório de Inflação e Custo de Vida de Marabá (Lainc), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), que divulgou boletim técnico com dados da inflação local relativa ao último mês.

Para mensurar a inflação, isso é, o aumento dos preços de bens e serviços, que ocasiona a diminuição do poder de compra, a publicação utiliza os indicadores de Índice de Preço ao Consumidor (IPC) e o custo da Cesta Básica de Consumo Familiar de Marabá (CBCF) para famílias com cinco membros e renda de um a cinco salários mínimos.

O boletim aponta que a inflação local ficou em 1,07% no mês passado. Segundo os pesquisadores, este índice sinaliza um péssimo indicador em relação à recuperação da atividade econômica, em particular, pela insignificante participação da base produtiva local no abastecimento de Marabá.

O grupo “Alimentação e bebidas”, que mantém a maior participação no orçamento familiar, teve uma variação de 2,2%, acumulando alta de 19% nos últimos doze meses. Custos com habitação, educação e artigos de residência também estão entre os que mais tiveram inflação no mês, segundo as pesquisas realizadas pelo Lainc.

tabela inflacao lainc

Entre os produtos e serviços com a maiores altas de preço, estão: energia elétrica residencial, revestimento de pisos e paredes (azulejos) e peixes. No caso da energia elétrica, a alta é mais sentida no bolso devido ao maior peso deste item em relação aos demais. Na contramão, apresentaram deflação em agosto os grupos que englobam itens de vestuário, transportes e comunicação.

Cesta básica

Já no boletim “Cesta Básica de Consumo Familiar”, são pesquisados os preços dos principais itens básicos da mesa do marabaense, segundo as características do perfil de consumo local. Metodologicamente, é composta por 44 itens, distribuídos em 12 (onze) grupos de despesas.

A pesquisa é realizada em 100 (cem) estabelecimentos comerciais instalados na área urbana de Marabá.

Para o mês o agosto de 2021, os pesquisadores do Lainc apontam que a Cesta Básica teve a sua maior alta desde o início da pesquisa. Segundo os estudos, o “Custo da Cesta Básica de Consumo Familiar” de Marabá, no mês passado, foi de R$1.460,84. Isso representa um aumento de R$ 25,70 em relação ao custo da cesta em julho/2021, e mantém uma tendência de crescimento linear.

gráfico custo cesta básica

Metodologia

O IPC de Marabá, enquanto indicador econômico, demonstra o comportamento dos preços de uma CESTA DE CONSUMO com 151(cento e cinquenta e um) itens distribuídos em grupos de despesas, consoante metodologia recomendada pelo IBGE e FAPESPA, ofertados em 100 locais de compras instalados na área urbana de Marabá.

A Cesta de Consumo está desenhada considerando determinado recorte regional, respeitando a estrutura de ponderação do IBGE a partir dos resultados da Pesquisa de Orçamento Familiar, e tendo como público alvo uma família com 5 (cinco) membros, sobrevivendo com renda familiar na faixa de 1 (um) a 5 (cinco) salários mínimos. (Portal Debate Carajás, com Ascom Unifesspa)

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