Um levantamento feito pela Confederação
Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL)
e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)
apontam que o número de consumidores incluidos na lista do SPC avançou 6,03% no
último mês de novembro na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo o estudo, o país encerrou novembro com aproximadamente 63,1 milhões de
brasileiros com o CPF negativado em virtude de atrasos no pagamento de contas. 
Segundo
a entidade, trata-se do crescimento mais acentuado para o mês nos últimos sete
anos. Na variação mensal, isto é, na passagem de outubro para novembro, também
houve uma aceleração nos atrasos, com crescimento de 1,9% no período.
De
acordo com o estudo, a região que mais contribuiu para a alta da inadimplência
foi o Sudeste, cujo crescimento foi 12,5% no período. A região concentra,
numericamente, a maior população de inadimplentes no país: 26,72 milhões. Este
número representa 40% dos consumidores – a região brasileira em que há mais
consumidores com contas em atraso, de modo proporcional à população, é o Norte,
com mais de 5,65 milhões de inadimplentes (47% da população da região).

Nas
demais regiões, o crescimento registrado foi 2,1% no Sul, que já acumula 8,41
milhões de inadimplentes; 1,6% no Nordeste, onde a soma de consumidores
devedores é 17,22 milhões; e 1,4% no Norte. A única região que registrou queda
de brasileiros inadimplentes foi o Centro-Oeste, cuja recuo verificado foi 2,7%
(a soma de consumidores com o nome sujo na região é 5,09 milhões).

O
indicador revela ainda que o crescimento da inadimplência é mais expressivo
conforme aumenta a idade do consumidor. O volume de idosos entre 65 e 84 anos
chegou a crescer 11,8% no mês de novembro. Entre os consumidores com idade de
50 a 64 anos, o aumento registrado foi 8,5%. Na faixa acima de 85 anos foi
7,7%; entre 40 e 49 anos, 7,1%; e 3,9% na faixa entre 30 e39 anos de idade. 
Entre
a população mais jovem, a inadimplência apresentou retração em novembro, com a
queda de 22,3% entre devedores de 18 a 24 anos e a de 4,0% para os consumidores
de 25 a 29 anos. 
Tipos de dívidas
Outro
dado do indicador revelou que as dívidas com instituições financeiras continuam
ocupando a maior fatia do total de dívidas que estão em atraso no país: 51% das
pendências são devidas a essas empresas. Logo depois vem os serviços de
comunicação (15%), crediário no comércio (17%) e contas de água e luz (9%).

Na
avaliação do SPC Brasil, apesar de a recessão ter chegado ao seu fim, a
inadimplência do consumidor continua elevada, pois a recuperação econômica
segue lenta e não se refletiu em melhora nos níveis de renda e nem em queda
considerável do desemprego. 
O
indicador de inadimplência do consumidor reúne todas as informações disponíveis
nas bases de dados às quais o SPC Brasil e a CNDL têm acesso. Os dados
disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.
Fonte: Agência Brasil