Igrejas não poderão ser usadas para propaganda eleitoral, determina Diocese de Marabá

O documento é assinado pelo bispo diocesano, Dom Vital Corbellini, e direcionado ao clero, às pessoas consagradas, às lideranças pastorais e aos fiéis.

MARABÁ (PA) — A Diocese de Marabá, no sudeste do Pará, publicou uma orientação pastoral que proíbe o uso de igrejas e outros espaços religiosos para propaganda eleitoral durante as Eleições Gerais de 2026. O documento é assinado pelo bispo diocesano, Dom Vital Corbellini, e direcionado ao clero, às pessoas consagradas, às lideranças pastorais e aos fiéis.

Conforme a orientação, templos, capelas, salões paroquiais e demais espaços pertencentes às comunidades da Diocese não poderão ser cedidos nem utilizados, direta ou indiretamente, para promover candidatos ou partidos políticos. A medida também recomenda que sejam evitadas práticas nas proximidades desses locais que possam associar o anúncio religioso a campanhas eleitorais.

O documento reforça que a Igreja Católica não indica candidatos nem partidos. Padres, diáconos, pessoas consagradas e lideranças de pastorais, movimentos e serviços também são orientados a não manifestar preferência político-partidária nos espaços religiosos ou nas redes sociais oficiais da Diocese.

A orientação menciona ainda problemas relacionados ao processo eleitoral, como corrupção, compra de votos, desigualdade social e disseminação deliberada de informações falsas. Segundo a Diocese, a participação política dos fiéis é um dever cívico e pode representar uma expressão da caridade cristã, desde que respeite a liberdade individual e preserve a unidade da comunidade.

Ao final, a Diocese pede que os católicos atuem como promotores da paz social e participem das eleições com responsabilidade, ética, discernimento e compromisso com a verdade, a justiça, a dignidade humana e o bem comum. (Portal Debate)

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