DE MARABÁ (PA) — O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem intensificado suas operações de apreensão de gado na região da Amazônia em 2023, levantando questionamentos sobre o destino dos recursos gerados por essas ações. O advogado ambiental Vinícius Borba expressou preocupações sobre a falta de transparência nesse processo.
A controvérsia reside na apreensão de gado, um produto legal, em contraste com drogas ilegais, como cocaína e maconha. O gado apreendido é um ativo valioso, e sua retirada da economia local suscita dúvidas sobre como os recursos são utilizados posteriormente.
Um exemplo recente ocorreu na região da Térra Indígena Ituna/Itatá, em Altamira e Senador José Porfílio, no sudoeste do Pará, onde o Ibama confiscou mais de 400 cabeças de gado, avaliadas em mais de um milhão e meio de reais. Borba questiona para onde foi direcionado esse dinheiro e quem se beneficiou com ele.

Vinícius Borba destacou ainda que a falta de prestação de contas levanta preocupações legítimas na Amazônia. Ele mencionou que, ao contrário de substâncias ilícitas, o gado não é destruído, mas sim comercializado, o que deveria beneficiar a economia local e os produtores rurais. No entanto, a falta de transparência sobre o destino desses recursos levanta questões sobre a utilização adequada do dinheiro apreendido.
O advogado já apresentou petições ao Ministério Público Federal, Polícia Federal, Justiça Federal e ao próprio Ibama, exigindo uma prestação de contas detalhada sobre o destino do gado apreendido e dos recursos gerados por sua venda. Ele também solicitou informações sobre o cumprimento das regulamentações de sanidade animal durante o transporte dos animais.
A questão da apreensão de gado na Amazônia e o destino dos recursos provenientes dessa ação permanece como um tópico de interesse e preocupação, à medida que a associação representada por Vinícius Borba busca transparência e responsabilidade nas ações do Ibama na região.
A reportagem do Portal Debate não conseguiu contato com a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para ouvir a outra versão dos fatos, mas deixa o espaço aberto para futura atualização. (Portal Debate)


