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Covid mata 19 pessoas em três dias em Marabá e Parauapebas

Marabá e Parauapebas estão entre as cidades mais ricas do País, logo é inadmissível que a população padeça por falta de assistência médico-hospitalar | Foto: Divulgação
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As medidas restritivas impostas pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e pelos prefeitos de Marabá e Parauapebas, Tião Miranda (PSD) e Darci Lermen (MDB), respectivamente, estão longe de se mostrarem eficientes para impedir a proliferação da covid-19. Nas últimas 72 horas, 19 pessoas perderam a vida nas duas maiores cidades da Região de Carajás. E os índices de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não alentam.

Do total, no período de três dias, 13 pessoas faleceram em Parauapebas e seis em Marabá. Somente nesta sexta-feira (23), quatro pacientes não resistiram em Marabá e três em Parauapebas. Mesmo com a classificação vermelha, as medidas sanitárias estão se mostrando ineficazes para controlar a contaminação de milhares de cidadãos no sudeste do Pará.

As pessoas estão morrendo e o sistema de saúde não consegue salvar a vida dos pacientes. Os leitos de UTI estão sempre lotados, e as enfermarias beiram a casa de 80% de ocupação (mas já alcançaram a totalidade em datas anteriores). Marabá e Parauapebas estão entre as cidades mais ricas do País, logo é inadmissível que a população padeça por falta de assistência médico-hospitalar.

Se necessário for fechar tudo, decretar lockdown ou toque de recolher, façam tudo isso e mais um pouco, porém ajudem a salvar a vida das pessoas. Receber pressão para manter os serviços não essenciais funcionando é inerente ao cargo. É no momento de grandes dificuldades e pressão que os grandes líderes têm que mostrar a que veio.

A história da pandemia vem mostrando que as cidades e países que conseguiram controlar a covid-19 de maneira eficaz, obtiveram êxito por meio da obediência ao distanciamento social, da eficiência do toque de recolher, da vacinação em massa dos grupos prioritários e também da aplicação de lockdown.

Só rezar e torcer para o vírus ir embora não funciona. As medidas sanitárias definidas pelo protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS), se aplicadas com competência, controlam o novo coronavírus. É tarefa do poder público assistir os doentes, e tarefa de cada cidadão buscar a prevenção. Este, sim, é o caminho para a derrota da pandemia. (Editoria do Debate)

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