Homem nega boato da “cenoura” e denuncia exposição após surto em UPA de Dom Eliseu

Gravação feita sem consentimento espalhou informações falsas nas redes; vítima afirma que sofreu surto psicológico por fortes dores abdominais

Circula nas redes sociais uma notícia com informações distorcidas a respeito de um caso ocorrido na última sexta-feira (25) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Dom Eliseu, no sudeste do Pará. O episódio ganhou grande repercussão após a divulgação de um vídeo gravado clandestinamente dentro da unidade de saúde. A gravação foi feita sem consentimento e viralizou, espalhando uma versão falsa dos fatos e provocando prejuízos à dignidade do homem envolvido.

Em relato público, ele afirma que tudo não passou de uma calúnia. Conta que estava em casa lavando roupas quando começou a sentir fortes dores abdominais e decidiu procurar atendimento médico. Segundo ele, a intensidade da dor causou um surto psicológico. Apesar disso, ele nega categoricamente as informações falsas que passaram a circular nas redes.

“Isso tudo é mentira, é calúnia. Eu nunca coloquei nada no meu corpo, como foi inventado. A dor foi tão grande que eu surtei, e alguém que não sabia o que estava acontecendo me filmou e espalhou isso como se fosse verdade”, desabafou.

A repercussão do vídeo foi imediata, sendo compartilhado em grupos de mensagens, páginas de humor e até em sites de notícias, tornando-se viral em nível nacional. Com isso, o homem passou a ser alvo de zombarias e piadas ofensivas. “Hoje eu não posso nem sair na rua. As pessoas riem de mim, zombam. Me chamam de ‘rapaz da cenoura’. Isso destruiu a minha imagem”, lamentou.

Relatos oficiais de um médico que presenciou a situação confirmam que o paciente apresentava sinais evidentes de alteração psíquica no momento em que deu entrada na UPA. De acordo com o profissional de saúde, o homem dizia que havia algo introduzido em seu reto, mas, após avaliação clínica, nenhuma anormalidade física foi constatada.

A vítima destaca que a pessoa responsável pela gravação e disseminação do vídeo deverá ser responsabilizada judicialmente. “Quem fez isso não apurou os fatos, inventou uma história absurda e espalhou na internet, acabando com a vida de um ser humano. Isso merece um processo”, concluiu.

Combate às Fake news

Fake news se espalham rápido e, na internet, todo mundo está sujeito a ser enganado por elas. Por isso, o Portal Debate vai ajudar o leitor a identificar se uma mensagem é verdadeira ou não e dar dicas de como combater as mensagens falsas.

Entre as principais dicas dos especialistas para ajudar a combater fake news estão as seguintes:

  • Verificar se as mensagens que você recebe nas redes sociais são verdadeiras.
  • Não compartilhar os conteúdos caso você tenha dúvida se eles são verdadeiros.
  • Encaminhar a mensagem falsa para grupos de verificação de fatos, como o Fato ou Fake.
  • Denunciar as mensagens falsas em sites e plataformas de redes sociais.

(Portal Debate)

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