Homem é condenado a mais de 18 anos de prisão por matar costureira no Pará

Ronaldo Costa Corrêa chegou a ser condenado a 20 anos de prisão pelo crime em junho de 2018. A sentença, porém, foi anulada na época

Jurados do 4º Tribunal do Júri em Belém votaram nesta terça-feira (28) pela condenação de Ronaldo Costa Corrêa, 40 anos. O ex-vigilante matou a tiros a costureira Nilza de Assis Teixeira, 47 anos. O crime ocorreu na presença das duas filhas da vítima.

Ronaldo Costa Corrêa recebeu a pena de 18 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado.

Durante a sessão do júri, presidida pelo juiz Cláudio Hernandes Silva Lima, o réu confessou a participação no crime e mas alegou que apenas conduziu a motocicleta usada por pessoa identificada pelo nome de “Clayton”.

O promotor de justiça Samir Jorge Dahás pediu a condenação de Ronaldo Corrêa por entender que ele foi o executor do crime. O réu foi reconhecido pelas duas filhas gêmeas da vítima, com 18 anos à época.

Já a defesa, promovida pelo defensor público Alex Noronha, sustentou que o réu não foi o executor, além de levantar a tese de menor participação do crime, ocorrido em 29 de dezembro de 2008.

Por fim, os jurados reconheceram maioria dos votos que o réu foi autor do crime de homicídio duplamente qualificado contra a costureira.

Primeira condenação

Ronaldo Costa Corrêa chegou a ser condenado a 20 anos de prisão pelo crime em junho de 2018. Porém, a sentença foi anulada após recurso de apelação impetrado pela defesa e o caso remetido para novo júri.

O crime

Nilza de Assis Teixeira, 47 anos, era ex-mulher de um policial militar da reserva. Após iniciar novo relacionamento, a vítima passou a receber ameaças. A costureira chegou a fazer o registro na delegacia sobre as ameaças.

No dia do crime, por volta das 8h, a vítima abriu o ateliê, localizado na praça do Conjunto Cordeiro de Farias, acompanhado das filhas gêmeas. Ronaldo Costa Corrêa chegou e perguntou quanto a profissional cobrava por uma jaqueta de mototaxista.

Após responder ao desconhecido, a costureira foi atender outro cliente quando foi atingida por disparos de arma de fogo, morrendo a caminho do hospital. Após o crime, o réu fugiu, montado na garupa da motocicleta que o esperava. (Portal Debate, com g1)

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