Homem é condenado a 13 anos de prisão por matar amigo após discussão em Açailândia

A sentença foi definida na quarta-feira (12), durante julgamento realizado na 2ª Vara Criminal do município.
A idosa vive em Pavia, na Itália, e conseguiu, judicialmente, um resultado positivo: eles terão até o dia 18 de dezembro para fazer as malas e conseguir um imóvel próprio (Arquivo / O Liberal)

O Tribunal do Júri condenou Kalebe Amaral Lima a 13 anos e dois meses de prisão pela morte de Michael Soares Rodrigues, em Açailândia, no Maranhão. A sentença foi definida na quarta-feira (12), durante julgamento realizado na 2ª Vara Criminal do município.

De acordo com a denúncia apresentada no processo, o crime aconteceu em 21 de julho de 2023, após vítima e acusado passarem o dia juntos soltando pipa. À noite, os dois foram para a casa de Kalebe acompanhados do irmão dele, que era menor de idade na época. No imóvel, eles consumiram bebidas alcoólicas.

Ainda segundo a acusação, Michael teria afirmado que integrava uma facção criminosa. A declaração teria provocado uma reação de Kalebe, que pediu para que ele deixasse a residência.

Como já era tarde, Michael teria dito que preferia permanecer no local para dormir. A insistência para que ele fosse embora acabou provocando uma discussão entre os dois.

Conforme relatado no processo, durante o desentendimento, Kalebe teria utilizado uma baladeira para arremessar uma pedra contra a cabeça de Michael. Na sequência, teria usado o elástico do objeto para estrangular a vítima.

A denúncia aponta ainda que, depois do homicídio, o acusado teria gravado um vídeo mostrando o corpo e afirmando ter cometido o crime.

Para retirar o cadáver da residência, Kalebe teria recorrido ao irmão. Segundo o processo, os dois colocaram o corpo dentro de uma capa de sofá e o transportaram até um córrego, onde o deixaram.

Durante o depoimento, Kalebe admitiu ter cometido o homicídio, mas declarou que teria agido em legítima defesa durante a discussão.

O Conselho de Sentença considerou o réu culpado e estabeleceu a pena em 13 anos e dois meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.

O julgamento foi conduzido pelo juiz Antônio Martins de Araújo, da 2ª Vara Criminal de Açailândia. (Com Gazeta Carajás)

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