Guarda municipal suspeito de matar casal a tiros por causa de som alto é preso no Pará

Agente municipal se apresentou na delegacia nesta terça-feira e foi liberado enquanto polícia aguarda decisão judicial. Homem de 38 anos e a mulher de 34 anos foram mortos a tiros no domingo
Guarda municipal é suspeito de matar casal após desentendimento por causa de música alta em Belém | Foto: Portal Debate/Reprodução

O guarda municipal suspeito de matar um casal a tiros por causa de música alta foi preso nesta quinta-feira (22) em Belém. O crime ocorreu na madrugada de domingo (18) no bairro Pedreira, na capital paraense, e o agente municipal é investigado por duplo homicídio.

As vítimas são Marcos Vinícius Barbosa Brandão, de 38 anos, e a mulher, Débora Assunção, de 34 anos. O suspeito é vizinho das vítimas e teria pedido para o casal diminuir o volume do som, o que foi atendido pelo casal. Porém, logo em seguida, o casal teria aumentado novamente o volume. O agente público teria voltado ao local e pedido para eles desligarem o som e as vítimas recusaram. O guarda pegou a arma em casa e depois atirou nas vítimas, segundo testemunhas.

O advogado de defesa do suspeito informou à TV Liberal que o guarda não tinha a intenção de matar. Após o incomodo com o som alta na madrugada, ele chegou a ligar para a Ciop (Central de ocorrências da polícia), mas no meio da discussão com os vizinhos, atirou.

O guarda foi preso por volta das 10h na sede da guarda municipal. O agente estava de folga no dia do crime e foi suspenso das funções pela Guarda Municipal após o duplo homicídio.

Segundo o delegado da Delegacia de Homicídios, havia processo em andamento na Justiça de desavenças entre o suspeito e as vítimas por conta de reclamações do agente municipal também por causa de som alto.

“Já havia desavença entre ele o e o casal em decorrência de poluição sonora, houve até uma audiência de conciliação, sem acordo. Mas não justifica, é motivo fútil. É uma cultura do povo paraense fazer festas, ter músicas e, infelizmente, muitas vezes, extrapola no volume”, d

Na terça-feira (20), o guarda Sérgio Moraes Queiroz se apresentou na delegacia acompanhado de advogados, ficou em silêncio e foi liberado, pois já havia passado o flagrante e a Polícia Civil aguardava decisão judicial de pedido de prisão preventiva contra o agente municipal. O mandado foi expedido na tarde de quarta (21).

Os corpos de Marcos e Débora Assunção foram velados na oficina onde ele trabalhava. Inconformados, familiares e amigos do casal cobram por justiça.

“Não precisava disso. Precisava de uma conversa. Mas não levou para conversa, levou para o lado brutal. A justiça tem que ser cobrada, porque se cair no esquecimento, é mais um pai de família morto, é mais uma família destruída, e não acontece nada”, afirmou um familiar que preferiu não ser identificado. (Portal Debate, com g1 Pará)

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