Grupo Mateus não presta assistência à família de funcionária esmagada por carreta em Marabá

Dona Lucilene Silva, mãe de Jainara Pereira, afirmou que não recebeu nem mesmo a rescisão trabalhista da filha. O advogado Diego Freires está acompanhando o caso.
Foto: Jainara Silva/Crédito: Redes Sociais

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – A senhora Lucilene de Sousa Silva, mãe da jovem Jainara Silva Pereira, esmagada por uma carreta que iria descarregar mercadorias no Mix Mateus Atacarejo, localizado na Folha 26, Núcleo Nova Marabá, por volta de 13h, de 21 de março de 2022, reclamou que não recebeu nem mesmo a rescisão trabalhista da filha.

Dona Lucilene Silva afirmou emocionada que sua filha era cheia de sonhos. “Minha filha era tudo pra mim, por conta dos meus problemas de saúde e não poder trabalhar e pela ausência do pai. Era ela que nos sustentava e tinha o sonho construir a nossa casa e de um dia ser modelo, mas tudo se acabou”, narrou a dona de casa desolada com o descaso da empresa.

A mãe de Jainara Pereira relatou para o Portal Debate que foi procurada por funcionários do Grupo Mateus apenas para assinar alguns documentos. Segundo ela, esses documentos não poderiam ser enviados para pessoas de maior instrução. Teria que assinar sem enviar os papéis para ninguém para não causar problemas para empresa nem para ela. A genitora explicou que não sabe ler e mesmo com a insistência, não assinou a documentação, por isso não recebeu nenhum direito da filha.

Diante da “enrolação” do Grupo Mateus, a família contratou o advogado criminalista, Dr. Diego Adriano Freires, para cuidar do caso. O causídico informou para a Reportagem que já fez contato com a gerência do Mix Mateus Atacarejo no intuito de esclarecer qual a dificuldade em prestar assistência à família da ex-funcionária e sobre a suposta tentativa de coagir Dona Lucilene Silva para assinar alguns documentos.

De acordo com Diego Freires, o departamento jurídico do Mateus argumentou que entraria em contato com o advogado em breve. O inquérito é presidido pelo Delegado Luís Otávio da 21ª Seccional de Polícia Civil, mas o caso, sabe-se lá o motivo, tramita em segredo de justiça. O Policial Civil ficou de prestar informações sobre as investigações ao advogado da família no 14 de abril de 2022.

Dr. Diego Adriano Freires – Crédito: Arquivo pessoal

Entenda o caso

A jovem Jainara Silva Pereira trabalhava no Mix Mateus Atacarejo, saiu de casa para ir para o trabalho, como de costume, já que seu horário de entrada era às 13h, no entanto, na esquina antes do Mix Mateus, localizado na Rua VE-8, entre as Folhas 26 e 27, ela foi surpreendida por uma motocicleta na contra mão da pista.

A bicicleta da comerciária acabou sendo atingida e foi jogada para baixo das rodas de uma carreta que iria descarregar mercadorias justamente no Mix Mateus Atacarejo. A trabalhadora ainda foi atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de urgência (Samu), porém não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.

Na época do acidente, a morte precoce da jovem causou grande repercussão em Marabá, pois Jainara Pereira era jovem, bastante querida entre amigos, colegas de trabalho e familiares. O Portal Debate vai acompanhar o desenrolar do caso para que se garanta todos os direitos da família da jovem.

A Reportagem entrou em contato com a Assessoria de Comunicação do Grupo Mateus, em São Luís, capital do Estado do Maranhão, mas o Departamento pediu “um tempo” para enviar uma nota de esclarecimentos sobre o triste episódio. Assim que as informações chegarem, serão acrescentadas na matéria. (Pedro Souza/Portal Debate)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!