A expectativa de viajar e passar um Réveillon na Ilha de Algodoal, no município de Maracanã, no nordeste do Pará, se tornou frustante para um grupo de 148 pessoas, às vésperas da virada de ano. O grupo denuncia que a empresa com quem fecharam o pacote viagens (com traslado incluindo ônibus, barco e pacotes de hospedagem) foi cancelado nesta sexta-feira, 29, um dia antes da data marcada para a viagem. Segundo as pessoas, a empresa não informou quando devolveria o dinheiro.
“Deram um golpe. Deve estar estimado em mais de R$ 50 mil porque só das pessoas que compraram o serviço de transporte era uns R$ 20 mil e mais a galera que comprou com a hospedagem toda, que foi o nosso caso. O ônibus ia sair agora 18h e não saiu. Hoje de manhã ele (o dono da empresa de turismo) mandou uma mensagem dizendo que sofreu um golpe da empresa de ônibus e que não teve como repor porque o dinheiro ficou preso e ele não teve como contratar um novo ônibus. Agora está todo mundo num alvoroço para tentar conseguir uma outra maneira de ir. No nosso pacote a gente pagou R$ 550,00 cada um”, relatou uma das pessoas prejudicadas.
Segundo a denúncia, o dono da empresa LCK Turismo, Kenedy Trindade, teria apenas enviado um comunicado para os clientes informando o cancelamento. “Infelizmente a notícia que tenho para comunicar não é boa e muitos já até sabem (…) infelizmente tive um problema com a empresa que iria fazer nosso transporte. (…) fugiu do meu controle de solução, as pessoas que estavam com hospedagem ainda mantém seu local de hospedagem, todos já estão reservados e garantidos e já foi mandado no PV de todos,e com seus nomes para se hospedar … Irei fazer o reembolso de todos, assim que possível, pois isso no momento é impossível pra mim, pois como falei ainda não conseguir reaver os valores o transporte já estava pago , também fui lesado como vocês e estou tomando as medidas cabíveis judicialmente para resolver todos os danos, peço desculpas a todos”, diz parte da nota enviada aos clientes.
As pessoas prejudicadas pela empresa criaram um grupo de WhatsaApp para conversar sobre o caso e se ajudar. Segundo eles, a empresa sumiu. “Eles sumiram, apagaram tudo, já foram na casa que está inscrito no CNPJ da empresa e informaram que houve um problema de família e só. Eles deixaram nos avisos que podem processar porque eles não têm como reembolsar. A galera do grupo se uniu para tentar reunir informações e se ajudar, têm pessoas do grupo fretando vans e carros para chegar até Marudá”, afirma algum dos relatos do grupo.
Procurado pelo portal Roma News, o dono da LCK Turismo informou que já conversou com mais de 60% dos clientes e que o prazo de reembolso é conforme alguns contratos que as empresas tiveram e que estão “correndo atrás” para resolver a situação o mais breve possível. “A gente não está se recusando a conversar com nenhum cliente e não vai deixar de pagar ninguém. Todos serão pagos conforme o combinado”. Kenedy Trindade ainda reiterou que “a empresa tem mais de 5 anos e nunca teve denúncia” e que essa “foi a primeira vez que aconteceu o problema.” (Com Roma News)


