Gato raro ameaçado de extinção é registrado no Pará

Imagens do jaguarundi foram divulgadas pelo Programa Grande Tumucumaque; felino é caracterizado por um corpo alongado, cabeça pequena e cauda longa

Uma espécie rara de um felino que está ameaçado de extinção foi flagrada em um parque do Pará pela primeira vez. O gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi, foi registrado pelo Programa Grande Tumucumaque.

As imagens são de novembro de 2025, mas foram divulgadas pelo projeto nesta sexta-feira (22).

O animal foi registrado pelas câmeras do programa pela primeira vez na Estação Ecológica (Esec) Grão-Pará, que fica no norte do Pará, próximo à fronteira com a Guiana.

O jaguarundi possui uma baixa densidade populacional e, apesar de ser encontrado em todos os biomas brasileiros e até fora do país, ele é classificado como vulnerável à extinção pelo Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (Salve), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O  felino é caracterizado por um corpo alongado, cabeça pequena e cauda longa.

Programa Grande Tumucumaque é uma iniciativa do Imazon e do Iepé em parceria com as organizações indígenas Apitikatxi, Apiwa e Tekohara, a Funai e o Ideflor-Bio.

O projeto prevê um monitoramento de 15 anos da fauna e da flora nas unidades de conservação Esec Grão-Pará e Rebio Maicuru, além do fortalecimento territorial dessas áreas e das terras indígenas vizinhas Zoé, Rio Paru D’Este e Parque do Tumucumaque.

A área de atuação do projeto possui cerca de 10 milhões de hectares de florestas contínuas.

Segundo a pesquisadora do Imazon e bióloga do projeto, Jarine Reis, o monitoramento da região é fundamental para entender como as espécies estão respondendo aos impactos das mudanças climáticas.

Além disso, o monitoramento a longo prazo consegue trazer um panorama mais amplo da biodiversidade do local.

É fundamental monitorar a biodiversidade nesse local para entender como essas espécies estão respondendo aos impactos das mudanças climáticas que afetam o ambiente ao longo do tempo. Com o monitoramento de longo prazo, vamos ter um panorama mais amplo da biodiversidade local, o que pode colaborar com a proteção territorial.” Jarine Reis, pesquisadora do Imazon

 

(Com Último Segundo)

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