Quando se trata de gastos com dinheiro público, o brasileiro tem ficado mais atento. Acompanhando mais de perto a postura de gestores e políticos. Isso não se dá ao acaso. Os inúmeros casos de corrupção em todas as esferas dos poderes, contribuíram para que os cidadãos ficassem mais críticos. Mas é inaceitável que o indivídua que se vira para pagar impostos tão exorbitantes e viver com um salário mínimo tenha que aplaudir gastos mensais milionários de políticos. Independentemente do cargo.
Um levantamento feito pelo O Globo e divulgado em reportagem neste domingo (30), mostra que em apenas três anos, os gastos com cartões corporativos do presidente Jair Messias Bolsonaro ultrapassam os gastos de quatro anos da gestão anterior, dividida entre Dilma e Temer.
Segundo o levantamento, Bolsonaro gastou R$ 29,6 milhões com cartões corporativos, 18,8% mais do que os R$ 24,9 milhões consumidos ao longo dos quatro anos de Dilma e Temer. Em 2021 apenas, as despesas de Bolsonaro chegaram a R$ 11,8 milhões, o maior valor dos últimos sete anos.
No mês passado, as compras dos cartões exclusivos da família do presidente acumularam gastos que chegam à R$ 1,5 milhão. Esse valor é o mais alto, para um único mês, em todo o período do governo Bolsonaro até agora. O presidente passou parte de dezembro de férias no Sul do Brasil.
Segundo a reportagem, os números, corrigidos pela inflação, estão relacionados aos 29 cartões corporativos vinculados à Secretaria de Administração da Presidência da República, todos de responsabilidade do presidente, familiares e auxiliares próximos. De acordo com o Palácio do Planalto, dois cartões ficam em posse de Bolsonaro. As informações de como foram gastos os valores são mantidas em sigilo pelo Governo. (Portal Debate Carajás com IstoÉ).


