Garimpeiros são obrigados pela Justiça a liberar acesso ao Projeto Salobo

Eles protestavam contra a morte de um jovem garimpeiro durante uma ação da Polícia Militar na área do Rio Azul, na Floresta Nacional de Carajás
Foto: Reprodução

O acesso à unidade operacional do Salobo, em Parauapebas, no sudeste do Pará, foi liberado na tarde desta terça-feira (19), após decisão judicial que determinou a desobstrução e saída dos manifestantes das vias de acesso à portaria. A ordem judicial, por meio de liminar, foi lida e entregue ao grupo pela oficial de justiça e na presença da Polícia Militar.

A entrada para o projeto estava interditada desde a manhã de segunda-feira (18) por um grupo de garimpeiros clandestinos. Eles protestavam contra a morte de um jovem garimpeiro durante uma ação da Polícia Militar na área do Rio Azul, na Floresta Nacional de Carajás, onde estava minerando irregularmente na companhia de outras pessoas.

A família da vítima, identificada como Jesiael da Silva Lucena, de 24 anos, contesta a afirmação de que ele seria ligado a uma facção criminosa. O pai do jovem, Josias Nunes Lucena, rebate com veemência essa que versão, que foi dada pelos policiais militares e também pela empresa que presta serviço de segurança à mineradora Vale. Por conta disso, eles bloquearam o acesso ao projeto Salobo.

A área onde o grupo estava explorando irregularmente minério fica dentro da Floresta Nacional de Carajás, que é de proteção ambiental. (Portal Debate)

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