Nesta semana, o treinador do Clube do Remo, Márcio Fernandes, precisará conter todas as falhas da equipe para sanar as broncas do time e mandar a sua melhor escalação para o jogo de domingo (21) contra o Independente, o último do Parazão e que vale o título. A situação indelicada, além do placar agregado de 1 a 0 em favor do Galo, é que a onzena que tem se configurado como a titular não tem dado conta do recado.

Nas duas partidas passadas, o Leão sofreu um empate no sufoco e uma derrota vergonhosa, com apresentações medíocres. Nisso, o comandante tem tentado equilibrar a formatação com mexidas pontuais, em substituições do banco para o campo, o que tem ocasionado mais do mesmo. Por isso, fica o questionamento sobre a utilização dos valores da base.

Obviamente que devido às circunstâncias da pressão e o que de fato o compromisso do final de semana representa, é pouco provável a utilização desses jogadores. No entanto, não apenas no treinamento, mas quando acionados, os pratas da casa tiveram um bom desempenho. Foi o caso do meia Laílson, que levou mais mobilidade ao ataque. O volante Pingo, mesmo que em uma só partida no profissional, colocou no bolso alguns colegas do ofício que tiveram mais oportunidades no decorrer do Parazão. Hélio Borges, que após retorno do Palmeiras atuou com frequência na ala-direita, supriu a evidente lacuna no setor ofensivo.

No Estadual de 2014, na primeira partida da decisão diante do maior rival, o Remo goleou o Paysandu por 4 a 1 com direito a show e presença de sete jogadores promovidos da base (Levy, Igor João, Alex Ruan, Jhonnathan, Tsunami, Ameixa e Rony). No ano seguinte, em cima do Independente, novamente houve a presença significativa das crias do Baenão. O Remo àquela altura ratificou o bicampeonato, com o Igor João, Alex Ruan e Ameixa.

Oportunidade

Conscientes de que a disputa será difícil, os jogadores acreditam que, em caso de serem acionador pela comissão técnica, poderão ajudar o time da melhor forma a reverter o prejuízo. “A gente trabalha para sempre estar à disposição do professor Márcio. Posso ajudar, sim, os meus companheiros. Mas deixo para ele decidir isso”, disse Pingo. “É um jogo duro e que todos querem jogar. Se for para jogar, vou agarrar a chance e fazer tudo para vencer com o time”, comentou Hélio que, ao lado de Pingo, vive a expectativa de poder levantar a primeira taça como profissional do Remo.

Ataque precisa fazer um pouco mais

No decorrer da semana que antecedeu o primeiro jogo da final contra o Independente, que encerrou em 1 a 0 para o adversário, os atacantes do Clube do Remo demonstraram tranquilidade e confiança ao exercer o papel em campo. Mas, a realidade foi diferente, com erros na finalização seguidos de pouca sintonia com o meio-campo na criação.

Edno, que pregou naturalidade para balançar as redes no seu retorno mudou o discurso pós-jogo. “A gente precisa trabalhar um pouco mais, trabalhar a bola para chegar com perfeição na hora de concluir em gols. Estamos atrás no placar e agora precisamos da vitória. Nós não trabalhamos para jogar na chuva, mas precisamos passar por cima disso também”, destacou o profissional.

Emerson Carioca, que chegou com moral ao ter feito dois tentos nas suas duas participações passadas antes de enfrentar o Galo Elétrico, para muitos, desperdiçou a bola do jogo. De acordo com atleta, a situação não bem assim. “Bola da partida entre aspas, né? Até por que tem outro jogo. Sabemos que são 180 minutos. É esquecer completamente, o que passou, passou. É fazer o de melhor para sair vitorioso e campeão”, explicou.

E como o Remo precisa de no mínimo dois gols para garantir a taça de forma direta, o ataque, que não tem marcado há dois jogos, mesmo com oportunidades criadas, precisará desencantar. “Cara, também não sei (falta de gols), só Deus sabe, mas creio que Deus está proporcionando coisas boas lá na frente pra gente. Esse é o jogo da nossa vida”, pontuou.

Fonte: Diário do Pará | Replicado por Vinícius Soares