Caldas responde um "rosário de crimes" na Justiça

A Polícia Civil, através do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) da cidade de Tucuruí, com apoio de uma equipe de policiais civis da 15ª Seccional de Polícia Civil, prendeu, ontem (19), Alexsandro Caldas Pó, ex-guarda municipal de Marabá. Ele estava foragido desde o dia 2 de agosto do ano passado, após pular o muro do prédio onde estava custodiado. “Caldas”, como é conhecido, estava preso pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Na época, ele foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Terminal Rodoviário da Fl 32 portando a arma com seis munições intactas.

O ex-guarda municipal estava preso no Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves (Crecan), em Santa Izabel do Pará, Região Metropolitana de Belém. Ele foi conduzido para Marabá para ser ouvido em um processo sobre crime de tortura, mas resolveu fugir no dia antes da audiência no Fórum de Marabá. Desde essa época, o fugitivo nunca mais foi visto na região.

Em novembro de 2018, Caldas foi condenado pelo Juiz Marcelo Andrei Simão Santos, titular da 2ª Vara Criminal de Marabá, a 2 anos e 8 meses de prisão, pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Ele ainda é acusado de participar da tortura e morte de Naiara Ribeiro Viera, crime ocorrido em 14 de outubro de 2017, no Km 6, auxiliado por Rômulo Passos Soares que se encontra preso.

Alexsandro Caldas é acusado da morte de Alex Amaral Azevedo, vulgo “Playboy”, no 7 de janeiro de 2018. Ele foi alvejado com três disparos de arma de fogo. “Playboy” estava sentado em um local conhecido como “cracolândia”, perto do Terminal Rodoviário do Km 6, que é frequentado por usuários de drogas ilegais. A justiça investiga a participação de Caldas nesse crime.

Nos últimos dias, a Polícia Civil de Tucuruí recebeu informações anônimas, relatando o esconderijo do foragido. Após várias diligências e incursões Alexsandro Caldas foi capturado. Contra o acusado pesam ainda outros crimes, entre eles, homicídio. De acordo com a polícia, Caldas encontra-se preso, aguardando um pronunciamento da justiça.