Nesta sexta-feira (5), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar um requerimento que busca incluí-lo em uma investigação relacionada ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A defesa argumenta que Moraes não teria a imparcialidade necessária para julgar questões envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master.
O pedido foi apresentado após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar a ampliação de um inquérito que apura a suposta atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, recursos destinados ao financiamento do filme Dark Horse, associado a Daniel Vorcaro e articulado por Flávio Bolsonaro, podem ter sido utilizados para custear a permanência de Eduardo no exterior.
Na petição enviada ao STF, os advogados de Flávio citam a existência de um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes. A defesa afirma que a relação profissional poderia comprometer a necessária distância entre o magistrado e os envolvidos no caso.
Os advogados ressaltam que não apontam qualquer irregularidade na contratação. Segundo a manifestação, a própria Procuradoria-Geral da República já concluiu pela legalidade da prestação de serviços. Ainda assim, sustentam que a ligação contratual poderia gerar questionamentos sobre a imparcialidade do ministro no julgamento.
Além do afastamento de Moraes, a defesa pede que, caso a suspeição seja reconhecida, o requerimento envolvendo Flávio Bolsonaro seja redistribuído ao ministro André Mendonça.
Até o momento, Alexandre de Moraes não havia se manifestado sobre o pedido apresentado pelos advogados do senador.
Pedido de ampliação da investigação
No mês passado, Lindbergh Farias solicitou que Flávio Bolsonaro também passasse a ser investigado por suposta coação e tentativa de obstrução da Justiça no mesmo processo que envolve Eduardo Bolsonaro.
O deputado defende que as apurações sejam ampliadas para incluir o financiamento do filme Dark Horse. Segundo ele, existem indícios de que recursos negociados para a produção audiovisual possam ter sido utilizados, total ou parcialmente, para financiar ações internacionais atribuídas a Eduardo Bolsonaro.
Na petição, Lindbergh argumenta que a investigação deve apurar se houve conexão entre a produção do filme e a atuação de integrantes do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro em ações voltadas a pressionar instituições brasileiras e questionar processos em andamento no país. (Com Roma News)


