Mais de 800 tentativas de crimes ambientais foram frustradas nos últimos cinco anos nas unidades de conservação de Carajás, no sudeste do Pará. A região, considerada um dos maiores blocos contínuos de floresta amazônica protegida do país, possui cerca de 800 mil hectares e é alvo de um sistema permanente de monitoramento realizado por meio de uma parceria entre o ICMBio e a mineradora Vale.
As ações de fiscalização incluem patrulhamentos terrestres, fluviais e aéreos, voltados ao combate de atividades ilegais e à prevenção de incêndios florestais. Graças ao trabalho contínuo das equipes, a área tem conseguido se manter fora dos principais focos de desmatamento registrados no estado, mesmo diante das pressões provocadas pelo avanço da ocupação humana em seu entorno.
Entre as infrações mais recorrentes identificadas pelos agentes estão a pesca ilegal, responsável por 451 ocorrências, seguida pelo garimpo clandestino, com 231 registros. Também foram contabilizados 169 casos de caça ilegal, além de diversas tentativas de extração irregular de madeira e outras práticas que ameaçam a biodiversidade local.
O mosaico de unidades de conservação abrange os municípios de Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Água Azul do Norte e São Félix do Xingu. A área abriga um patrimônio ambiental de grande relevância, incluindo cerca de 11 mil nascentes e mais de 3 mil espécies de fauna e flora, além de desempenhar papel estratégico no equilíbrio climático por armazenar aproximadamente 600 milhões de toneladas de dióxido de carbono em sua vegetação e solo.
Segundo o ICMBio, a cooperação com a iniciativa privada tem ampliado a capacidade de fiscalização em uma região extensa e de difícil acesso. Além das operações de vigilância, o trabalho inclui ações de educação ambiental voltadas às comunidades que vivem dentro e ao redor das unidades de conservação, incentivando a preservação dos recursos naturais, a prevenção de queimadas e a denúncia de atividades ilegais. (Portal Debate, com Ascom Vale)


