Rio de Janeiro (RJ) – Presa há quase um mês, Cíntia Mariano Dias Cabral, suspeita de tentar envenenar os enteados, não recebeu visita de nenhum familiar no Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro.
Lucas Mariano Rodrigues, 26 anos, filho de Cíntia, afirmou que só visitará a mãe depois que ela confessar os crimes que cometeu contra a própria família.
“Só vou pensar em visitá-la no dia que ela assumir publicamente, assim como fez para mim e minha irmã, os crimes que cometeu contra a Fernanda e o Bruno, justamente para ela ter um pouco de amor e humanidade com os filhos dela. Os outros crimes que ela também é suspeita, eu não fazia ideia, só soube após a prisão”, afirmou o jovem.
“Eu ainda a amo, infelizmente. Mas, ao mesmo tempo que amo, tenho ódio por tudo que ela fez e sinto falta de muita coisa. E também tenho muito medo. Queria que ela pudesse me ver casando um dia, conhecer meus filhos. Mas não sei se ela é uma pessoa que vou poder ver de novo, justamente porque sei ser capaz de tudo”, completou o Lucas.
Relembre o caso
O caso foi divulgado no dia 20 de maio de 2022. Cíntia foi acusada de tentativa de envenenamento ao enteado Bruno Cabral, de 16 anos. Após comer um feijão na casa da madrasta, o menino teve sintomas como tontura, vômitos e dificuldades para respirar e foi levado para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, onde ficou internado.
A situação de Bruno se assemelhou a vivida pela irmã, Fernanda Cabral, de 22 anos, morta em março, o que levantou suspeitas da polícia.
Segundo o laudo da perícia feita pelo Instituto Médico Legal (IML), foi constatada a ingestão de chumbinho (veneno comumente usado para matar ratos) no feijão que o jovem comeu.
Na última terça-feira (14), a 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça do Rio atendeu a um pedido do Ministério Público e prorrogou a prisão temporária de Cíntia Mariano por mais 30 dias. (Portal Debate, com Metrópoles)



