Em pouco
mais de um ano, as proximidades da Feira Coberta, localizada no bairro Laranjeiras, na cidade de Marabá, sudeste do Pará, se tornou o “abatedouro” preferido pelos pistoleiros
de aluguel, para tirar a vida das pessoas. A audácia chegar a ser tamanha que
os matadores não fazem questão de cobrir o rosto. Como dizem algumas
testemunhas, eles executam os “alvos” de “cara limpa”, sem o menor remorso. O sentimento de
pena ou piedade passam longe desses meliantes.
 
A sequência
de execuções teve início com o assassinato de um morador de rua, atrás da Feira
Coberta, tendo como acusado um indivíduo conhecido pela alcunha de “Jamaica”. O próximo crime foi um
latrocínio, o nome da vítima não foi revelado, em 2017, em
 um bar, na Travessa Manaus,
esquina com a Rua Alfredo Monção. Em maio de 2017, na Avenida Itacaiúnas, próximo a Feira Coberta, foi morta Maria Santa Araújo
Régis, vulgo “Paola”
, de 19 anos.
Em junho de 2017,
em uma emboscada, foram trucidados, com dezenas de tiros de fuzil, o policial
militar, Geovane Milhomem Gonçalves e o irmão dele, o advogado Wellington Flávio
Milhomem Gonçalves.
Crime envolto em mistério e conspirações.
   

No entanto, os crimes de maior repercussão, ocorridos em um
raio de 150 metros quadrados, em torno da chama “Feira da Laranjeira”, tiveram
como vítima, o ex-policial militar, Gildicélio Alves de Sousa, o “Gil”, no dia 16/12/2017, morto dentro de seu
próprio carro, nas proximidades da chamada “Feira da Morte”. Meses depois,
vários
disparos de arma de fogo tiraram a vida de 
Dejane Viana Reis, 33 anos, por
volta de 12h 30min, do dia 27/7/2018, na Rua Itacaiúnas, próximo à Feira Coberta.

No início do ano passado, o proprietário de uma movelaria foi morto com vários disparos de arma de fogo, em frente ao “ponto das vans”, na Feira da morte. Ele faleceu sentado em uma cadeira de macarrão, após os tiros. Até hoje, não se tem notícias da prisão dos matadores. Devido ao trânsito intenso, o local é palco constante de acidentes envolvendo motos e veículos. sem levar em consideração, os pequenos furtos e roubos que atormentam a vida do cidadão trabalhador.

A última execução,
praticada na “frente de todo mundo”, ocorrida em frente a Feira Coberta,
ocorreu ontem (7), com a morte do policial militar, 
Jessé Medina da Cruz, conhecido como “jacundá”. A vítima foi executada, por volta de 11
horas, com 10 disparos de arma de fogo, na rua Itacaiúnas, esquina com a José
Cursino. O pistoleiro atirou pelas costas de “Jacundá” sem dá nenhuma chance de
defesa da vítima que era Cabo reformado da Polícia Militar. Todos ou crimes ou
a maioria deles nunca teve uma elucidação com prisão de envolvidos. “Mistério”.