Família de mulher que morreu no HMM pede investigação sobre atendimento médico

Os familiares registraram um boletim de ocorrência e solicitam acesso ao prontuário médico e às imagens das câmeras de videomonitoramento do hospital
Raylane Oliveira tinha 30 anos e morreu no HMM em circunstâncias que precisam ser apuradas | Foto: Portal Debate e Reprodução

DA REDAÇÃO — Familiares e amigos de Raylane dos Santos de Oliveira, de 30 anos, realizaram dois protestos nesta sexta-feira (28), um na sede do Ministério Público Estadual e outro na entrada do Hospital Municipal de Marabá (HMM). As manifestações pacíficas ocorreram após o falecimento da paciente na madrugada da última quarta-feira (26) no HMM. A família afirma que houve negligência médica no atendimento e busca esclarecimentos sobre o caso.

Os familiares registraram um boletim de ocorrência e solicitam acesso ao prontuário médico e às imagens das câmeras de videomonitoramento do hospital, que não foram cedidos pela direção da unidade de saúde. A intenção é obter mais informações sobre o atendimento prestado e verificar possíveis falhas.

Questionada pelo Portal Debate, a Prefeitura de Marabá informou que a Secretaria Municipal de Saúde fornecerá os documentos necessários assim que for notificada. Além disso, uma auditoria interna está em andamento para apurar os procedimentos adotados no atendimento à paciente.

Nas redes sociais, o prefeito de Marabá, Toni Cunha (PL), afirmou que está prestando apoio à família de Raylane e se mostrou favorável à investigação das circunstâncias que levaram à morte da mulher: “Ela era nossa apoiadora ferrenha. Estou muito triste com tudo isso, independente das causas, que precisam ser apuradas”, comentou no Instagram.

Além disso, o gestor municipal se manifestou contra um possível uso político do caso pelos meios de comunicação: “O jornaleco continua, demagogicamente, usando a morte de uma jovem politicamente. Dormiu por muitos anos por conta de muito calmante (emoji de dinheiro). Também é lamentável que induza a família, já muito sofrida, antes mesmo do resultado de uma eventual investigação. Há décadas morre gente neste hospital, à míngua, pela falta de leitos e superlotação”, criticou. (Portal Debate)

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