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Fábrica de asfalto despeja sujeira em residências de Marabá

Moradores cobram remoção da fábrica para um local desabitado.
Fumaça perturba a vida dos moradores - Crédito: WhatsApp
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Os moradores do Bairro Novo Progresso estão convivendo todos os dias com um “pó preto” e inalando uma “fumaça fétida”, oriundos de uma fábrica irregular de asfalto, localizada próximo ao SEST SENAT, no Núcleo São Félix, em Marabá, no sudeste do Pará.  Segundo os reclamantes, a empresa funciona de segunda à sábado, a partir de 5h da manhã, e encerra o expediente por volta de 18 horas, tirando o sossego de todo mundo.

O Portal Debate Carajás recebeu, ontem (21),  vários vídeos e fotos mostrando o “pó negro” invadindo os imóveis e deixando uma sujeira danada. “Os resíduos trazidos pelo vento, provocam coceira, alergia e tosse. O pulmão da gente é atingido todos os dias e fica comprometido. Não temos mais para quem reclamar”, protestou uma moradora que preferiu não se identificar por medo de represálias.

Nas gravações, a dona de casa mostra a sujeira no chão e uma camada de piche cobrindo os móveis da residência. “Todos os dias, a gente precisa lavar o pátio e limpar a mesa, sofá, cadeira, entre outros mobiliários, porque a coloração negra deixa tudo sujo”, lamentou outra moradora do Bairro Novo Progresso. Nas imagens, durante a limpeza, o pano ficou totalmente preto.

A Redação fez contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), em busca de uma fala oficial da Prefeitura de Marabá (PMM), a respeito de uma solução para resolver o problema dos habitantes do Núcleo São Félix. O Secretário, Rubens Borges Sampaio, o “Rubinho”, informou que a empresa foi notificada para apresentar a documentação de autorização para funcionamento, mas nenhum representante compareceu à Sema, no prazo determinado.

De acordo com “Rubinho”, como o proprietário do estabelecimento comercial não cumpriu o prazo estipulado para apresentar a documentação solicitada, a fábrica de asfalto será autuada e fechada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ficando impedida de funcionar. O Debate Carajás não encontrou nenhum número de telefone ou e-mail da empresa para ouvir a versão do proprietário, porém o espaço fica à disposição para futuras manifestações. (Portal Debate Carajás)

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