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Militar é preso após se passar por policial para extorquir garimpeiros

O soldado José Welliton está preso no quartel do 1º Grupo de Artilharia de Campanha (1º GAC), localizado no km 7 da BR-230, em Marabá
Sd José Welliton Sousa - Crédito: Reprodução
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Entre os cinco falsos policiais militares, presos, em flagrante, na manhã deste sábado (2), suspeitos de crimes de falsidade ideológica, furto, roubo e extorsão, contra garimpeiros, praticados em Cumaru do Norte, no sul do Pará, encontra-se um militar do Exército Brasileiro, lotado no 1º Grupo de Artilharia de Campanha (1º GAC), em Marabá, localizado no km 7 da BR-230.

O soldado José Welliton Rubim de Sousa foi conduzido para Marabá, no domingo (3), onde continua preso na cadeia do 1º GAC. O carro apreendido na ação criminosa havia sido locado, em Marabá, porém não foi devolvido. O militar estava sendo investigado pelo furto do veículo.

O Portal Debate Carajás conversou com alguns militares lotados no 1º GAC, unidade militar de José Sousa, a respeito do comportamento do suspeito. O indivíduo é tachado, internamente, pelos companheiros de farda como “doido de jogar pedra” e não se sabe as razões que levaram o suspeito a tomar a decisão de participar de uma quadrilha de assalto, roubo e extorsão.

O Sd José Welliton vai enfrentar dois longos processos relacionados aos crimes que cometeu. No Exército Brasileiro, no âmbito disciplinar, ele será julgado e, pelo andar da carruagem, vai pegar dois anos de cadeia, tempo máximo permitido por lei. Depois, o suspeito será excluído, “a bem da disciplina”, e será entregue para a Justiça, onde será julgado na área criminal.

Em nota oficial, a 23ª Brigada de Infantaria de Selva confirmou a prisão do soldado José Welliton Rubim de Sousa e o recambiamento para Marabá, onde permanece à disposição da Justiça pra as investigações necessárias. O Exército repudiou qualquer ato criminoso praticado por militares e disse que não vai poupar esforços para que seja esclarecido qualquer indício de crime praticado pelo soldado em questão.

A notícia da prisão do Sd José Welliton junto com mais 4 suspeitos abalou o meio militar porque não é muito comum pessoas das Forças Armadas manterem, com raras exceções, vínculos de amizade com elementos de fora das fileiras do Exército Brasileiro. O soldado é engajado, na linguagem interna, é visto como “antigão”, logo possui conhecimento de todos os crimes praticados. (Portal Debate Carajás)

Primeiro à esquerda, Soldado José Welliton Rubim de Sousa – Crédito: Reprodução

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