Ex-DMTU é condenado a 14 anos de prisão por corrupção passiva

Além de ter sido condenado a 14 anos de cadeia, em regime inicial fechado, Diógenes Samaritano também perdeu o cargo público
Documentos apreendidos na casa de Diógenes Samaritano na época dos fatos | Foto: Divulgação

A Justiça do Pará condenou a 14 anos de prisão, nesta terça-feira (23), o agente de trânsito Diógenes dos Santos Samaritano, pelo crime de corrupção passiva. Ele era servidor do Detran, em Parauapebas, mas já teve passagem pelo DMTU, em Marabá.

Samaritano foi preso pela Polícia Civil em 31 de março de 2019, acusado do crime de feminicídio. Ele é apontado como autor da morte da esposa Dayse Dyana Sousa e Silva, de 35 anos.

De acordo com o apontado nos autos do processo, o agente de trânsito estadual teria empurrado a mulher do segundo andar da casa em que moravam, no Bairro Parque dos Carajás, na “Capital do Minério”.

Após o ocorrido, o delegado Gabriel Henrique, que investigava o crime, apreendeu na residência de Diógenes cerca de 300 documentos pessoais, entre CNHs, RGs, DUTs e CRLVs. Segundo o delegado, os documentos eram utilizados pelo acusado para extorquir os condutores.

Diógenes Samaritano e Dayse Dyana | Foto: Reprodução

A polícia afirma que localizou os documentos após uma das vítimas de extorsão por parte de Samaritano ter registrado um boletim de ocorrência informando que o agente do Detran havia apreendido o documento do seu veículo prometendo devolver mediante pagamento de uma quantia em dinheiro.

Além de ter sido condenado a 14 anos de cadeia, em regime inicial fechado, Diógenes Samaritano também perdeu o cargo público. (Portal Debate Carajás, com informações de Pebas Notícias)

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!