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Ex-candidato a presidente, Levy Fidelix morre aos 69 anos

Jornalista próxima a Fidelix informou que a causa da morte foi covid-19 | Foto: Reprodução
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Ex-candidato a presidente da República e a prefeito de São Paulo nas eleições de 2020, Levy Fidelix morreu na noite deste sábado (24), aos 69 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família, mas a jornalista e cineasta Sandra Terena, que era próxima de Fidelix, informou que o político morreu de covid-19. Ele estava internado em um hospital particular de São Paulo desde março.

A notícia da morte de Fidelix foi postada no Twitter dele. “É com profunda dor e pesar que o PRTB, por sua diretoria, comunica o falecimento do nosso líder, Fundador e Presidente Nacional, Levy Fidelix, ocorrida nesta data na cidade de São Paulo. Descanse em paz homem do Aerotrem!”.

Fedelix era conhecido por defender o projeto “aerotrem” como principal meio de transporte público. Ele concorreu a diversos cargos em mais de 10 eleições, mas nunca se elegeu. Ele tentou se eleger deputado federal (concorreu três vezes), governador (duas tentativas), presidente da República (concorreu duas vezes) e prefeito de São Paulo (em três eleições).

Sua última disputa eleitoral foi em 2020, quando tentou se tornar prefeito da cidade de São Paulo e teve apenas 11.960 dos votos, 0,22% do total. Nesta eleição, tentou o apoio de Jair Bolsonaro (sem partido), mas o presidente optou por apoiar a candidatura de Celso Russomanno, que não foi ao segundo turno.

Fidelix ainda era um dos apoiadores de Bolsonaro e do vice-presidente Hamilton Mourão, que é filiado ao PRTB.

O político era formado em Comunicação Social e começou a carreira como publicitário. Trabalhou também em jornais como Correio da Manhã e Última Hora, e foi um dos fundadores das revistas “Governo e Empresa” e “O Poder”.

Nos anos 1980, trabalhou como apresentador de TV, em que entrevistava especialistas em tecnologia e políticos.

A carreira política de Fidelix começou em 1986, quando se candidatou à sua primeira eleição, como candidato a deputado federal por São Paulo. Mas não se elegeu.

Em 1996, foi candidato à prefeitura de São Paulo e, em 1998, a governador do estado. Também não se elegeu.

Em 2002 voltou a se candidatar a governador do estado de São Paulo, a vereador em 2004 e a deputado federal em 2006. Não conseguiu se eleger em nenhuma dos casos. Em 2008 foi candidato a prefeito de São Paulo e ficou fora do segundo turno.

Em 2010, concorreu à Presidência da República, e ficou em sétimo lugar entre os nove candidatos da disputa. Em 2012, tentou novamente o cargo de prefeito da cidade de São Paulo, e, outra vez, não obteve sucesso.

Levy tentou a presidência novamente em 2014 e, sem ir para o segundo turno, apoiou Aécio Neves (PSDB), que perdeu a eleição para Dilma Rousseff (PT), reeleita. Nesta eleição, sua participação ficou marcada por uma declaração homofóbica.

Durante um debate na TV Record, Fidelix disse não reconhecer famílias homoafetivas porque “dois iguais não fazem filho” e “aparelho excretor não reproduz”. O então presidenciável disse ainda que “homossexuais precisam receber tratamento psicológico” e convidou a população a ‘combatê-los.’

Em 2018, apoiando Jair Bolsonaro à Presidência, concorreu ao cargo de deputado federal pelo estado de São Paulo, mas não conseguiu se eleger. (Com Revista Quem e G1)

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