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EUA, Canadá e Europa confirmam casos de varíola dos macacos e aumentam temor de novos surtos pelo mundo

Doença tem baixa taxa de mortalidade e maioria dos pacientes se recupera em algumas semanas. Sintomas incluem febre, dores musculares e inchaço dos gânglios linfáticos, antes de causar uma erupção semelhante à catapora no rosto e no corpo
Imagem de 1997 mostra um paciente de varíola de macaco exibindo as mãos — Foto: CDC/Brian W.J. Mahy/Reuters

As autoridades de saúde de países da América do Norte e da Europa detectaram dezenas de casos suspeitos ou confirmados de varíola do macaco desde o início de maio. Com o avanço, cresce o temor de que a doença, endêmica em algumas regiões da África, esteja se espalhando pelo planeta.

O Canadá foi o último país a informar que está investigando mais de uma dezena de casos suspeitos da doença, depois que Espanha e Portugal detectaram mais de 40 casos possíveis e verificados.

O Reino Unido confirmou nove casos desde 6 de maio. Já os Estados Unidos reportaram o primeiro caso nesta nesta quarta-feira (18): um homem de Massachusetts testou positivo para o vírus depois de visitar o Canadá.

A doença, que tem uma baixa taxa de mortalidade, infectou milhares de pessoas em partes da África central e ocidental nos últimos anos, mas é pouco frequente na Europa e em outros continentes. A maioria dos infectados consegue se recuperar em semanas.

Ações contra a doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na terça-feira (17) que está trabalhando em coordenação com as autoridades de saúde britânicas e europeias para tentar impedir os novos surtos.

“Precisamos entender melhor a extensão da varíola do macaco nos países endêmicos para entender a verdade sobre como está circulando e o risco que significa para as pessoas, bem como o risco de exportação”, declarou a epidemiologista Maria Van Kerkhove.

O primeiro caso no Reino Unido foi identificado em uma pessoa que viajou para a Nigéria, mas os casos subsequentes foram possivelmente por transmissão comunitária, segundo a Agência de Segurança Sanitária (UKHSA).

“Os casos mais recentes, juntamente com relatos de casos em países da Europa, confirmam nossa preocupação inicial de que a varíola do macaco possa estar se espalhando em nossas comunidades”, comentou Susan Hopkins, consultora médica do governo britânico.

A OMS informou, ainda, que muitos dos casos relatados são de pessoas que se identificam como gays, bissexuais ou homens que fazem sexo com homens.

“Estamos vendo uma transmissão entre homens que fazem sexo com homens”, disse o vice-diretor-geral da OMS, Ibrahima Socé Fall. “Esta é uma nova informação que precisamos investigar adequadamente para entender melhor a dinâmica da transmissão local no Reino Unido e em outros países”.

‘Sem riscos para a população’

“Qualquer pessoa, independentemente da orientação sexual, pode espalhar a varíola por contato com fluidos corporais, feridas da varíola ou objetos compartilhados (como roupas e roupas de cama) que foram contaminados com fluidos ou feridas de uma pessoa com varíola”, informou o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

A instituição de saúde americana acrescentou que os desinfetantes domésticos podem matar o vírus nas superfícies. Os sintomas incluem febre, dores musculares e inchaço dos gânglios linfáticos, antes de causar uma erupção semelhante à catapora no rosto e no corpo, explicou a agência americana.

Além disso, o Departamento de Saúde de Massachusetts informou que o caso no estado — o primeiro confirmado este ano nos EUA — se produziu em um paciente que esteve recentemente no Canadá e que “não representa nenhum risco para a população”. Segundo o órgão, a pessoas está hospitalizada e passa bem.

Já as autoridades de saúde da província canadense de Quebec anunciaram que estavam investigando pelo menos 13 casos suspeitos de varíola do macaco, segundo informações da emissora pública CBC. Os registros foram relatados às autoridades de Montreal depois que diagnósticos foram feitos em várias clínicas especializadas.

A Agência de Saúde Pública do Canadá (PHAC) disse à CBC que pediu às “autoridades de saúde pública e laboratórios associados em todo o Canadá para estarem vigilantes e investigarem quaisquer casos potenciais”. (Com AFP)

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