Estudantes da rede estadual produzem forno solar com materiais de baixo custo no Pará

Projeto da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias uniu Ciências e Educação Ambiental para demonstrar, na prática, o aproveitamento da energia solar

Estudantes do ensino fundamental da Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias desenvolveram um forno solar utilizando materiais alternativos e de baixo custo, como papelão, papel alumínio, plástico filme e tinta preta. A iniciativa integrou atividades das disciplinas de Ciências e Educação Ambiental e envolveu mais de 40 alunos.

O projeto foi desenvolvido ao longo de dois meses e meio, combinando aulas teóricas e práticas. Durante esse período, os estudantes construíram cerca de 18 protótipos de fornos solares, aplicando conceitos relacionados à sustentabilidade, energias renováveis e fenômenos físicos.

Aprendizado na prática

Segundo o professor Augusto Chaves, um dos idealizadores da iniciativa, a proposta permitiu que os alunos compreendessem, de forma prática, o funcionamento do efeito estufa e o aproveitamento da energia solar. “A radiação solar entra no ambiente controlado do forno, é retida pelo isolamento térmico e refletida internamente, aumentando a temperatura e permitindo o cozimento dos alimentos sem a utilização de combustíveis”, explicou.

Os equipamentos construídos pelos estudantes podem atingir temperaturas próximas de 130°C, possibilitando o preparo de alimentos como bolos e biscoitos.

A estudante Elyda Cecília Campos, do 6º ano, destacou o aprendizado adquirido durante o projeto. “A gente usa a energia do sol. O calor entra e não consegue sair, e o papel alumínio ajuda a refletir a luz lá dentro. Assim o alimento cozinha”, explicou.

Ela também ressaltou a experiência de participar da atividade. “Foi muito legal participar. A gente aprendeu na prática, fez os fornos e conseguiu entender melhor como a energia solar funciona. Eu gostei muito e fiquei feliz de ver que algo que a gente construiu pode realmente funcionar”, contou.

Educação ambiental e sustentabilidade

O projeto contou ainda com a participação do professor Ithamar Borges da Silva, especialista em Educação Ambiental, que destacou a importância do componente curricular para o desenvolvimento da atividade. “O projeto só foi possível graças à Educação Ambiental, que incentiva práticas sustentáveis e o desenvolvimento de alternativas de energia limpa”, afirmou.

A iniciativa reforça o uso da energia solar como fonte renovável e sustentável, além de estimular o protagonismo estudantil e a integração entre teoria e prática no ambiente escolar, contribuindo para a formação de estudantes mais conscientes sobre as questões ambientais e os desafios da sustentabilidade. (Agência Pará)

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