Estratégia ‘caça-like’ de usar publicações tristes pode prejudicar jovens

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Caçadores de curtidas nas redes sociais às vezes apelam para coisas eticamente questionáveis para aumentar o número de likes. É o caso do sadfishing, que seria parecer triste ou exagerar o problema para atrair (pescar) atenção. Usuários usam essa tática, com supostos desabafos, situações constrangedoras, além de depoimentos sobre supostos problemas de saúde mental para ganhar simpatia ou pelo menos atenção. Mas elas usam postagens com fotos ao mesmo tempo bonitas e melancólicas, muitas vezes em preto e branco.

As pessoas que fazem esse tipo de “estelionato virtual” podem prejudicar seriamente quem realmente passa por esses problemas, principalmente os mais jovens, pois estes acabam sendo acusados de exagerar os problemas, sofrendo bullying, quando buscam apoio das redes sociais.

O sadfishing vem crescendo, virando até estratégia de marketing, como foi o caso envolvendo Kris Jenner, mãe da modelo norte-americana Kendall Jenner, que parecia querer desabafar algo, segundo a mãe, mas na verdade tudo fazia parte de uma campanha de um produto.

Um relatório divulgado pela agência Digital Awareness UK (DAUK), baseado em entrevistas pessoais com 50.000 crianças em idade escolar, diz que os jovens estão cada vez mais conhecedores de tecnologia e cada vez mais usando tecnologia com responsabilidade. Mas o levantamento afirma também que as acusações do chamado sadfishing podem prejudicar ainda mais crianças e jovens já vulneráveis com problemas reais de saúde mental.

“A DAUK está preocupada com o número de estudantes que são vítimas de bullying (através de comentários nas mídias sociais, em aplicativos de mensagens ou pessoalmente), exacerbando o que poderia ser um grave problema de saúde mental”, afirmou o relatório. “Percebemos que os alunos geralmente ficam decepcionados por não obter o apoio de que precisam online”.

A pesquisa da DAUK também descobriu que os jovens vulneráveis podem ser alvos de aliciamento dos que supostamente são sensíveis, oferecendo simpatia e compartilhando suas próprias experiências para ganhar sua confiança. Mas depois pode vir pressão ou abuso.

O Liberal, com The Guardian

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