A Casa Branca
informou nesta quarta-feira que os Estados Unidos começaram
a retirada de suas tropas da Síria, depois que o presidente
americano, Donald Trump, proclamou a derrota do grupo terrorista Estado
Islâmico (EI) no país árabe. 
“Começamos
a trazer para casa as tropas dos EUA conforme passamos à fase seguinte desta
campanha”, disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado.
Sanders
lembrou que “há cinco anos, o EI era uma força muito poderosa e perigosa
no Oriente Médio, e agora os EUA derrotaram o califado territorial”.
No entanto,
ressaltou que “estas vitórias contra o EI na Síria não significam o final
da Coalizão Global (contra o jihadismo) e de sua campanha”.
A porta-voz
também afirmou que o governo americano continuará trabalhando com aliados para
“negar aos terroristas islâmicos território, financiamento e apoio”,
além de evitar “qualquer infiltração” dentro das fronteiras
americanas. 
Sanders
acrescentou que os EUA e seus parceiros “estão prontos para voltar a se
unir em todos os níveis para defender os interesses de americanos onde for
necessário”.

Anteriormente,
Trump havia afirmado no Twitter que sua “única razão” para permanecer
na Síria era a derrota do EI, um objetivo que seu governo considera cumprido
depois de ter tirado dos extremistas o controle de quase todo o território que
ocuparam em 2014. 
“Derrotamos
ao EI na Síria, a única razão para estar lá durante a presidência de
Trump”, escreveu o líder na rede social.
Veículos de
imprensa locais tinham antecipado hoje, citando funcionários do Pentágono, que
Trump tinha decidido retirar imediatamente da Síria os 2 mil soldados que lutam
em uma coalizão internacional contra o jihadismo. 
O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanayahu, afirmou que respeita a
decisão americana de se retirar da Síria e advertiu que seu país “se
protegerá” diante da nova situação.

Trump
repetiu em diversas ocasiões que sua prioridade na Síria é erradicar o EI e
abandonou a ideia de forçar uma transição que force a saída do presidente
sírio, Bashar al Assad. 
Segundo o
Pentágono, o EI só controla 1% do território que chegou a dominar em 2014,
quando proclamou um califado na Síria e no Iraque. 
Apesar de
retirar suas tropas da Síria, os EUA manteriam seus soldados no Iraque, o que
permitiria lançar ataques em solo sírio.
Fonte: Agência EFE