A segunda etapa do Enem será aplicada neste domingo, 10 de novembro (Ananda Migliano/Ofotográfico/Folhapress)

Depois de um primeiro dia sem grandes surpresas – exceto pela ausência de questões sobre a ditadura militar e o inusitado tema da redação sobre a democratização do acesso ao cinema –, o segundo domingo de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se aproxima.

Este é o terceiro ano em que a prova é aplicada em dois finais de semana. Apesar do índice histórico de faltas na segunda etapa do exame, espera-se que os 5 milhões de estudantes compareçam aos locais de prova até às 13 horas do próximo dia 10 de novembro.

O teste deste domingo traz questões mais objetivas e que requerem conhecimento das temidas disciplinas de exatas: serão testados os conhecimentos de ciências da natureza (biologia, física e química) e matemática dos alunos. Aos que ainda pretendem usar as últimas horas antes do Enem para revisar o conteúdo aprendido ao longo ano, seguem, abaixo, alguns dos assuntos mais recorrentes nas áreas que serão avaliadas neste fim de semana, compilados pelos professores da Rede AZ. 

Biologia

Temas ligados à ecologia, como poluição aquática e atmosférica, são figurinha carimbada na prova. “Vale estudar os distúrbios ambientais, como eutrofização e aquecimento global, sem esquecer das causas, consequências, métodos de prevenção e até formas de se contornar ou conviver com estas alterações do meio ambiente”, ressalta o professor Rafael Cafezeiro.

Ciclos biogeoquímicos, como o do nitrogênio, também caem com frequência. “Exige-se conhecimento das ações que podem alterar a dinâmica da matéria e energia nos ecossistemas e seus possíveis impactos ecológicos e econômicos”, explica o professor.

É fundamental que o aluno esteja a par de algumas das mais recentes inovações na área. Conhecer os aspectos gerais e os benefícios de técnicas como produção de transgênicos, clonagem e teste de DNA é importante. Por fim, vale revisar as aulas sobre relações ecológicas (mutualismo, predação, competição e parasitismo) e ao sistema imunológico (as diferenças entre a composição e ação da vacina e do soro).

Química

De acordo com o professor Guilherme Parreira, na hora de estudar separação de misturas – tema bastante frequente – o aluno deve focar nas características de cada técnica e não em decorar o tipo de aplicação. Para as questões sobre estequiometria, o conselho é organizar os dados e “sempre trabalhar em cima da proporção estequiométrica obtida da equação balanceada”.

Também são comuns questões sobre propriedades físicas dos compostos inorgânicos e orgânicos. “Aqui, é preciso conhecer a polaridade dos compostos, logo após o tipo de ligação intermolecular, solubilidade dos compostos e então as variações de ponto de fusão e ebulição”, ressalta o professor. Memorizar os principais grupos funcionais de cada função orgânica e as regras de nomes oficiais para moléculas simples também é importante.

Física

As questões de física costumam ser divididas entre questões mais teóricas e outras mais matemáticas. O aluno deve estar familiarizado com os fenômenos ondulatórios. “Principalmente aqueles associados ao som e à luz”, ressalta o professor Vinícius Silveira. A área da eletrodinâmica, também frequente no exame, costuma ser cobrada na forma de circuitos elétricos e com possíveis discussões sobre brilho de lâmpadas, consumo de energia e potência.

Vale revista também os diferentes métodos de transformação de energia e usinas elétricas, bem como fenômenos térmicos associados a trocas de calor. Outro destaque são as leis de newton, os movimentos uniforme e uniformemente variado, a estática e a hidrostática.

Matemática

Para se preparar para a mais temida das provas, segundo o professor Thiago Galrão, o aluno deve focar em cinco temas: áreas e volumes, porcentagem, funções do primeiro e segundo graus, estatística e, principalmente, análise de gráficos e tabelas.

“Além de estar afiado com os temas mais recorrentes, é importante perceber nas provas antigas quais são os assuntos que frequentemente geram questões fáceis, aquelas que compõem uma boa base de nota”, ressalta o professor. Funções, por exemplo, são um tópico cobrado com enorme frequência na prova, mas o aluno deve ser seletivo na hora de estudar a matéria.

“Na véspera, vale mais a pena ficar craque em funções do primeiro e segundo graus, do que estudar a função logarítmica e a função trigonométrica”, pontua o especialista.

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