Marabá
35°C
Clear sky

Em áudio, Caboclo xinga presidente da Fifa: “Filho da p**”

Ex-presidente da entidade máxima do futebol brasileiro está afastado por conta de denúncias de assédio
Rogério Caboclo e Gianni Infantino, da esquerda para a direita | Foto: Divulgação/CBF
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

Os problemas de relacionamento de Rogério Caboclo com prestadores da CBF não se resumiram às denúncias de assédio sexual e moral que causaram o seu afastamento da presidência da entidade. Em áudio divulgado nesta quarta-feira pela ESPN, há momentos nos quais Caboclo trata com ofensas e xingamentos pessoas que trabalham na sede da CBF.

Em conversa captada na sua sala em julho de 2018, Caboclo e assessores, sem saberem da gravação, comunicam ao mandatário recém-eleito que seria realizado um “media day” (dia com entrevistas, gravações e orientações à imprensa) para apresentar o VAR para a disputa da Copa do Brasil daquele ano.

Informado das presenças do então responsável pelo VAR, Sérgio Corrêa, do instrutor Manoel Serapião Filho e do diretor de arbitragem à época, Coronel Marinho, Caboclo foi categórico:

— Treina esses filhos da p…” —

Pouco depois, um dos assessores destacou o trabalho de comunicação da Fifa com a ferramenta do árbitro de vídeo.

— A Fifa bancou um discurso do que eles querem. ‘E o VAR? Foi perfeito’. (…) ‘Os juízes? Foram ótimos’. Eles não piscam, não piscam. Isso é uma lição desse processo — disse.

Assim que outro assessor da entidade valorizou as lições dadas por Gianni Infantino, Rogério Caboclo cortou e deu opinião veemente sobre o presidente da Fifa.

 — Isso é um filho da p…, mas ele é bom por isso — falou o dirigente.

Em outra conversa gravada, Caboclo mostrava o carinho com seu padrinho político Marco Polo Del Nero. O cartola banido do futebol recebia um apelido carinhoso.

— Digamos que esse termo já tem dono. Você sabe que eu não gosto que me chamem de presidente? “Presi” é o MP — confessou.

O dirigente também cortou gastos com funcionários de menor escalão, caso dos três salários pagos a títulos de “bonificação”. Só os diretores tiveram o 14º, o 15º e o 16º vencimentos mantidos. O plano de saúde foi afetado, com funcionários só podendo ter filhos como dependentes.

Havia também regras em relação à rotina na entidade. Ninguém poderia começar o almoço antes do então dirigente, que em alguns dias levava horas trabalhando em sua sala. A sobremesa também só poderia ser servida depois de Caboclo a degustar. Procurado para falar com a ESPN, Rogério Caboclo não respondeu até o momento. (LANCE!)

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!