Dono e gerente de bar são conduzidos por uso de documento falso em Marabá

Fiscalização constatou uso recorrente de documento adulterado após morte registrada no estabelecimento. Fiscalização ocorreu na noite desta sexta-feira (5).

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) realizaram uma operação conjunta no estabelecimento Auge Bar, localizado na Avenida Boa Esperança, Bairro Laranjeiras, após a apresentação de um documento falsificado durante ação de fiscalização. O local foi o mesmo onde, na madrugada de 30 de novembro, ocorreu o homicídio de Valterson da Conceição Santana, conhecido como “Ventinha”.

O crime aconteceu por volta de 3h35, quando uma briga generalizada terminou com Valterson ferido com um gargalo de garrafa. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital. Testemunhas relataram à Polícia Militar que o autor seria um homem identificado como Wellington, apelidado de “Cebolinha”.

Após o homicídio, a PM solicitou à SEMMA a verificação das licenças de funcionamento do estabelecimento, e o órgão informou que não havia autorização vigente para operação no local. Diante da situação, uma nova fiscalização foi realizada nesta semana, quando o gerente, Thiago Santana Pereira, apresentou um documento supostamente emitido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA).

A equipe técnica constatou que o documento tinha sinais de falsificação. A análise apontou que ele não correspondia ao cadastro oficial, apresentava alteração na categoria, registrada como casa noturna quando o local é classificado como bar, e continha dados incompatíveis com os sistemas da secretaria. A data de validade também era divergente, pois a licença original estava expirada desde agosto de 2025, além da assinatura da secretária municipal de Meio Ambiente ser considerada falsificada.

A fiscalização identificou ainda que o documento adulterado vinha sendo utilizado de forma recorrente durante outras ações no estabelecimento. O proprietário, Gabriel Felipe Santana Pereira, foi acionado e compareceu ao local, sendo informado sobre as irregularidades registradas pelos agentes.

Diante dos indícios de falsidade material e ideológica, Thiago Santana Pereira e Gabriel Felipe Santana Pereira foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. A Polícia Civil segue investigando o caso e trabalha para localizar o suspeito do homicídio. (Portal Debate)

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