O Dia do Saci surgiu como uma alternativa ao Halloween, uma celebração baseada na cultura norte-americana. O objetivo é conscientizar a população sobre a rica variedade cultural do folclore brasileiro. A Comissão de Educação e Cultura elaborou o projeto de lei federal n° 2.479, de 2013, que institui o dia 31 de outubro como sendo o Dia do Saci.

Mesmo o Saci-Pererê pertencendo ao folclore das regiões Sudeste e Sul, ele ganhou muita popularidade em outras partes do Brasil. Há quem diga que a lenda teve origem no Sul do Brasil, durante o século XVII, onde era contada a história de um jovem índio que assustava os animais e vivia fazendo travessuras.

A lenda ganhou popularidade também fora do Brasil, graças aos livros de Monteiro Lobato, colocando em destaque para “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, que além de ser um livro super conhecido, teve adaptação para TV tornando as travessuras do Saci conhecidas em todo Brasil.

Lenda do Saci

Reza a lenda que costuma atrapalhar o trabalho das cozinheiras, trocando os recipientes de sal e açúcar ou fazendo-as queimar a comida.

Além de suas travessuras, é importante notar que o Saci tem o domínio das matas e, por isso, possui outra função denominada “farmacopeia”.

Assim, o Saci é o guardião das ervas e das plantas medicinais. Ele conhece suas técnicas de manuseio e de preparo, bem como de sua utilização acerca dos medicamentos feitos a partir de plantas.

Por isso, em muitas regiões o Saci é considerado um personagem maléfico. Ele guarda e cuida das ervas sagradas presentes na mata e costuma atrapalhar e confundir as pessoas que as coletam sem autorização.

A lenda garante que para capturar o Saci-pererê, a pessoa deve arremessar uma peneira dentro dos redemoinhos de vento. Dessa maneira, após capturá-lo, é necessário retirar-lhe o gorro para prendê-lo em uma garrafa.

Acredita-se que o Saci nasceu do broto de bambu, permanecendo ali até os sete anos e, após esse período, vive mais setenta e sete praticando suas travessuras entre os humanos e os animais. Por fim, ao morrer, o Saci torna-se um cogumelo venenoso.

O Imparcial