É fato que todos os trabalhadores estão passando por algum tipo de privação, em decorrência do ‘isolamento social’, provocado pelo coronavírus em Marabá, porém os músicos foram atingidos ‘em cheio’ com o fechamento de bares, restaurantes e casas noturnas, em Marabá, locais onde a maioria retirava o sustento da família.

Depoimentos em grupos privados de Whatsapp relatam que crianças e adultos não têm o que comer em casa. “Hoje acordei triste, pois meus filhos estão com fome e não tenho de onde tirar dinheiro para alimentá-los. Minha única fonte de renda era cantar na noite marabaense”, reclama uma conhecida vocalista.

Os artistas, “Lu Barros” e “Edgar Oliveira” estão à frente, organizando o movimento “S.O.S. Musical Marabá”, solicitando doação de cestas básicas para ajudar as famílias em situação de privação alimentar. Em nome da “Família Musical de Marabá”, Lu Barros fez uma postagem em uma rede social, pedindo ajuda para os empresários, pois, segundo ela, existem várias famílias de músicos sem ter o que comer na cidade.

O Portal Debate Carajás relatou o problema social para a Secretaria de Comunicação de Marabá, no início da noite de ontem (25). O titular da pasta, Alessandro Viana, comprometeu-se a encaminhar a solicitação de ajuda dos músicos para o prefeito Tião Miranda, na manhã de hoje (26), buscando uma alternativa para se resolver mais esse problema social causado pelo Covid-19.

Uma das saídas para dirimir as privações das famílias da classe musical seria o cadastramento dessas pessoas na Secretaria de Assistência Social, Proteção e Assuntos Comunitários (Seaspac), utilizando os mesmos critérios de distribuição de cestas básicas para as famílias atingidas pela cheia dos rios Itacaiunas e Tocantins.

Afinal, a ‘família musical’ também está em situação de vulnerabilidade social e existem crianças privadas de um direito básico: alimentação. A Redação do Debate Carajás também estabeleceu contato com alguns empresários, pedindo ajuda para as famílias. Alguns ficaram de dá um retorno sobre o pedido. Qualquer ajuda pode ser contactada pelo número (94) 98417 3478.

Debate Carajás