MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — Com aproximadamente 7 mil pessoas na Avenida Antônio Maia, segundo matéria divulgada no site da Prefeitura de Marabá, o desfile cívico-militar em homenagem ao bicentenário da Independência do Brasil atraiu um público abaixo do esperado, nesta quarta-feira (7/9).
A celebração não acontecia há três anos devido à pandemia da covid-19. Apesar da participação de dezenas de escolas, entidades, instituições e do Exército Brasileiro, o público que de fato acompanhava os desfiles foi bem tímido, conforme repórteres e cinegrafistas que cobriram o evento na manhã de ontem.
O tema deste ano era “Eu Vejo a Vida Melhor no Futuro”, não fazendo referência ao bicentenário da Independência, que não teve lugar no desfile em Marabá. Além disso, participantes do desfile foram vistos pela reportagem reclamando do cerimonial do evento, que estava sendo transmitido ao vivo pela Prefeitura.
Mas antes de chegar à Avenida Antônio Maia, era preciso encarar longos engarrafamentos pela Avenida Maneco (Bambuzal) e pela Transmangueira/Marechal Deodoro, pois o Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano de Marabá (DMTU) fez o bloqueio de praticamente todas as vias da Marabá Pioneira. Houve grande animosidade envolvendo os agentes de trânsito no 7 de Setembro.
Professores de escola, que precisaram caminhar longa distância com seus alunos, e a população em geral, que também enfrentou dificuldades, reclamaram da estratégia adotada pelo órgão de trânsito neste ano. Este também teria sido um dos motivos responsáveis por afastar o grande público da celebração da Independência no 7 de Setembro de Marabá, que já foi maior.
O saldo final do desfile cívico-militar da Avenida Antônio Maia é de que os equívocos cometidos pela organização afastaram o grande público e causaram aborrecimento entre quem participou. Mas nem tudo são espinhos. Os desfiles levados à avenida foram bonitos e mataram a saudade de quem aguardava por esse momento há três anos. Mas a população espera que os erros cometidos sejam avaliados e corrigidos no próximo ano, com a esperança de um 7 de Setembro à altura do que merece a celebração da nossa Independência. (Vinícius Soares)


