Denúncias sobre irregularidades durante o processo eleitoral no Pará já podem ser feitas de forma rápida e acessível pelo WhatsApp, no número (91) 3347-9809. O canal é disponibilizado pelo Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral no estado.
Pelo aplicativo, a população pode relatar práticas como compra de votos, clientelismo e abuso de poder, entre outras irregularidades. As informações são encaminhadas diretamente ao Ministério Público (MP) Eleitoral, responsável por investigar e adotar as medidas cabíveis.
Segundo o procurador regional Eleitoral no Pará, Bruno Valente, a colaboração da sociedade é essencial para combater crimes eleitorais.
O lançamento do canal e da edição 2026 do comitê é resultado de uma parceria entre o MP Eleitoral e diversas organizações. Participam da iniciativa a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Norte 2), a Cáritas Regional Norte 2, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam Brasil), o Centro de Estudos Bíblicos (Cebi/PA) e a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
Campanhas reforçam voto consciente
A secretária executiva da Cáritas Brasileira Regional Norte 2, Keila Souza Marães Giffoni, destaca que a entidade também atua na mobilização de voluntários para o comitê e integra a campanha “Eu Voto pela Amazônia”, promovida pela Repam.
De acordo com a articuladora da Repam, Joana Menezes, a iniciativa busca fortalecer a democracia e incentivar escolhas conscientes nas urnas.
“Nós, com a campanha ‘Eu Voto pela Amazônia’, nós estamos integrando o Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral com esse braço do fortalecimento da democracia, do voto consciente, do voto ético e do voto limpo”, disse.
Veja outras formas de denunciar
Além do WhatsApp, as denúncias também podem ser feitas on-line pelo site do Ministério Público Federal.
Outra opção é o aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, que estará disponível a partir de 16 de agosto, quando começa a campanha eleitoral.
Também é possível registrar denúncias presencialmente nas unidades do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), que atuam em conjunto no MP Eleitoral. (Com g1 Pará)


