Defesa de acusado por morte de sargento do Exército afirma que cliente não atropelou vítima

Os defensores Odilon Vieira Neto e Prisciylla Islla Barbosa estão realizando uma série de diligências com o objetivo de demonstrar a inocência do cliente

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — O preso Lucas Reis Farias, acusado de homicídio culposo em decorrência do acidente que resultou na morte do sargento da reserva do Exército Brasileiro Mourivan Soares da Rocha, constituiu os advogados Odilon Vieira Neto e Prisciylla Islla Barbosa em sua defesa. Os defensores estão realizando uma série de diligências com o objetivo de demonstrar a inocência do cliente.

A defesa de Lucas alega que ele não atropelou o sargento, apenas bateu na moto da vítima, que já estava caída na pista. De acordo com a versão apresentada pelo advogado, apenas a parte debaixo do veículo de Lucas foi avariada, e no capô não existe sequer um amassado. Por isso, a defesa solicitou as imagens das câmeras do circuito externo de monitoramento de uma empresa de bebidas que fica nas imediações do local do acidente, na tentativa de comprovar a versão apresentada por seu cliente.

Além disso, a defesa de Lucas também pede que sejam levantadas as informações referentes ao rastreador existente na motocicleta da vítima.

Odilon Vieira Neto afirmou ao Portal Debate que está trabalhando para que as investigações sejam conduzidas de forma justa e que seu cliente seja tratado de acordo com a lei. Ademais, a defesa de Lucas Reis Farias afirma estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.

Relembre

O acidente de trânsito que vitimou o sargento do Exército ocorreu na BR-230, na noite do dia 5 de abril. O condutor envolvido no acidente, Lucas Reis Farias, foi preso em flagrante pela equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), sob a acusação de homicídio culposo.

De acordo com a perícia, o acidente ocorreu quando Farias dirigia um veículo Fiat Argo, placa SHE-9G35, e colidiu com a traseira da motocicleta da vítima, uma Yamaha Crosser, placa RWR-1D61, que trafegava na mesma direção na via. Durante a abordagem, o motorista se recusou a fazer o teste do etilômetro e, posteriormente, foi conduzido à delegacia de polícia, onde foi arbitrada fiança no valor de R$ 10 mil.

A vítima, que era da reserva do 52 Batalhão de Infantaria de Selva, teve sua arma de fogo subtraída do local do acidente. (Portal Debate)

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