Da floresta ao plenário: lideranças indígenas querem ser ouvidas na COP30

A cerimônia começou com rituais ancestrais, cânticos e defumações, que expressam a conexão espiritual entre os povos originários e a natureza.

BELÉM (PA) – O início da Cúpula dos Líderes, em Belém, foi marcado por uma manifestação de lideranças indígenas que reforçaram o pedido por voz ativa nas decisões da COP30. O ato simbólico aconteceu embaixo de uma imponente Samaumeira, conhecida como a Rainha da Floresta, árvore considerada sagrada pelos povos tradicionais da Amazônia.

A cerimônia começou com rituais ancestrais, cânticos e defumações, que expressam a conexão espiritual entre os povos originários e a natureza. O momento foi de reverência à floresta e de reivindicação por respeito e participação efetiva nas discussões sobre o futuro climático do planeta.

Responsáveis pela preservação de cerca de 80% das áreas mais conservadas da Amazônia, as comunidades indígenas ressaltaram que não querem apenas ser ouvidas, mas também ter poder de decisão dentro da Conferência do Clima. Segundo as lideranças, é impossível discutir sustentabilidade e combate ao desmatamento sem considerar quem vive e protege a floresta diariamente.

Durante a manifestação, vozes ecoaram pedindo justiça ambiental, proteção territorial e reconhecimento dos direitos dos povos indígenas como protagonistas na defesa da Amazônia e do equilíbrio climático global. (Erika Marinho-Estagiária)

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