Cúpula de Jovens Líderes da Amazônia aquece debates pré-COP 30

Cúpula reúne jovens líderes da Amazônia para discutir políticas públicas, clima e transição justa

O Instituto Cooperação da Juventude Amazônida para o Desenvolvimento Sustentável, Cojovem, realiza em Belém, no Hotel Beira Rio, de 2 a 6 de outubro, a I Cúpula de Jovens Líderes da Amazônia, um encontro de 28 lideranças da Amazônia Legal que vai discutir e propor políticas públicas para a região. O Cojovem defende a redução das emissões de carbono, o fortalecimento das juventudes e a diminuição das desigualdades sociais.

O encontro está na agenda da Cojovem para a COP30, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas que será realizada na capital paraense, de 10 a 21 de novembro. Com a participação de cientistas e pesquisadores, os 28 jovens líderes dos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins vão discutir estratégias para a transição justa e o empoderamento climático.

A pauta da Cúpula tem questões fundamentais para a Amazônia, como os mecanismos de implementação e financiamento das redes de produção, políticas públicas, tecnologia e inovação.

“A Cúpula tem como propósito garantir que as juventudes amazônidas não sejam apenas espectadoras da COP30, mas protagonistas de um processo de incidência política que conecta a defesa do meio ambiente com a construção de um futuro digno para nossa região”, afirmou Aldrin Barros, coordenador de Advocacy da Cojovem.

Segundo Aldrin, a atuação organizada de jovens líderes cria pressão social e política para que governos e instituições incluam as demandas das juventudes em planos de governo e políticas públicas. “Nós mostramos que a Amazônia tem soluções pensadas pelas juventudes que vivem aqui”, assinalou.

Para o coordenador de Pesquisa da Cojovem, Pedro Mota, em um período de crise climática que afeta diretamente a Amazônia, os jovens líderes da região têm muito a dizer. “Somos uma juventude que nasce em um cenário de sobrevivência. A gente cria nossas estratégias e lidera a transformação dos nossos territórios. Já sabemos como nos adaptar e mitigar, e precisamos de uma transição justa para que nossos corpos ocupem os espaços das tomadas de decisão”, afirmou.

Pedro Mota informou que, a partir das metodologias definidas para o encontro, as juventudes líderes poderão desenvolver uma Agenda Comum que guiará a construção de projetos, programas e políticas públicas de fato desenvolvidas para promover justiça climática atrelada à justiça social. “A nossa Declaração Unificada irá pautar para os Estados brasileiros que somos e estamos vivenciando a crise e os conflitos na Amazônia, sobrevivendo a eles, com técnica, ciência e educação. O que será incrivelmente potente para o presente e às futuras gerações”, disse.

Programação

A Cúpula terá painéis para o debate de temas que servirão de base para a elaboração de documentos orientados sobre Transição Justa, Adaptação e Mitigação, Educação e Cultura, Juventudes e Clima. Na programação Mão na Massa, será discutida a construção de políticas públicas para uma Teoria da Mudança.

No fim de cada dia, plenárias vão consolidar acordos, valores, diretrizes e princípios para a produção dos manifestos. Para a Cojovem, a COP30 deve deixar um legado de direitos para os guardiões do amanhã: as juventudes.

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!