A Polícia Civil investiga mais um caso bárbaro de maus-tratos animais. Desta vez, uma cadelinha morreu após ter as patas traseiras decepadas e ser largada às margens de uma ciclovia do Lago Oeste. A situação chocou comerciantes e funcionários de uma clínica veterinária da área, responsável por resgatar o animal. Mesmo com os cuidados possíveis, o filhote, batizado de Lilo, não aguentou o sofrimento. O caso aconteceu no domingo (9/6).

Um homem, suspeito de cometer o crime, foi visto deixando Lilo na região, dentro de uma caixa de papelão suja. Em seguida, ele se dirigiu até o carro e fugiu. Testemunhas viram a ação, conseguiram fotografar o suspeito e a placa do veículo para auxiliar na investigação da polícia. 

Quando as pessoas decidiram ver o que tinha acontecido, se surpreenderam: a cadelinha conseguiu sair da caixinha de papelão e, sem as patas de trás, começou a se arrastar pelo chão para se esconder em meio a área de mato próxima. 

“Não tenho palavras para essa situação. Nem quem é protetor animal e luta por essa causa consegue imaginar que alguém possa ser capaz de fazer algo assim. Não imaginamos que uma pessoa seja capaz de decepar as duas patas traseiras de um animal e simplesmente jogá-lo fora”, lamenta a comerciante Kimberly Medeiros. 

Abalados, os funcionários de uma veterinária acolheram a cadelinha. Ela ganhou o nome de Lilo, muito carinho e cuidados médicos antes que partir. A idade do animal foi estimada em 6 meses. “Todos os cuidados foram tomados. Ela recebeu os cuidados na área lesionada, tomou soro e ficou internada na clínica. Mas nada foi suficiente. Ela faleceu mesmo assim”, disse Kimberly.  

Busca por justiça 

Agora, as últimas pessoas que estiveram em contato com Lilo só pedem por uma coisa: justiça. “Infelizmente, a Lilo não sobreviveu a tamanha crueldade. Mas precisamos lutar para que esse tipo de crime pare. As pessoas precisam saber que isso realmente dá alguma punição efetiva”, acrescenta Kimberly. 

Os primeiros a serem acionados foram os policiais militares. Segundo o major José Gabriel Souza Junior, do Batalhão de Policiamento Ambiental, o caso é delicado. “Ainda não sabemos o que motivou algo tão bárbaro”, afirma. 

Os militares conseguiram chegar até o veículo do acusado. Entretanto, o dono do carro não foi encontrado. “Quando ele for identificado, responderá por maus-tratos. A pena dele será agravada de um a dois sextos da pena, que vai de três meses a um ano, mais multa, em decorrência da morte do animal”, acrescenta o major. A ocorrência foi registrada por comerciantes na 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2), que apura o caso.

Correio Braziliense