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Criança negra tem cabelos cortados em escola do Pará

O caso aconteceu no último dia 10, na escola Maria José dos Santos, na Vila do Apeú
Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (10), uma menina negra, de 6 anos de idade, teve os cabelos cortados por duas colegas de classe da escola  onde estuda. Isso porque os cabelos da menina são cacheados. O caso aconteceu na escola Maria José dos Santos, na Vila do Apeú, no município de Castanhal, no nordeste do Pará.

A família, desde então, vem lutando para que o caso não caia no esquecimento. A mãe da criança diz que a menina está psicologicamente abalada com o caso, que ela acredita que tenha sido por racismo ou bullying.

A família informou que vai entrar na justiça para que a direção da escola seja responsabilizada por omissão e negligencia já que a ação aconteceu nas dependências do estabelecimento de ensino sem que ‘ninguém tenha visto’. De acordo com Altobelly Galvão, tio da criança, sua sobrinha foi segura por uma das colegas de classe enquanto a outra cortou seus cabelos.

Ele disse, ainda, que a direção da escola teria tentado omitir o ocorrido com medo da repercussão. “A minha sobrinha foi segura por uma das meninas enquanto a outra cortava o cabelo dela com uma tesoura e nenhum responsável viu? Isso tudo aconteceu dentro da escola em uma sala onde só estudam crianças e que deveria haver algum responsável”, diz o tio da menina.

Ele ressalta que além do Boletim de Ocorrência, a família também vai procurar o Ministério Público, para pedir providências. “Vamos lutar por Justiça, porque a escola deveria sim monitorar as crianças, para não acontecer esse tipo de coisa. Minha sobrinha é uma criança, assim como as duas meninas que fizeram isso com ela.  Tudo indica que essas crianças estavam sozinhas em sala de aula para acontecer tudo isso e ninguém ver nada.  Vamos lutar para que os verdadeiros culpados sejam responsabilizados”, afirma Altobelly.

Em nota, a secretária municipal de Educação de Castanhal, Claudia Seabra, informou que estava em São Paulo em compromisso de trabalho quando o caso aconteceu. Ela disse que vai entrar em contato com a família da criança e a direção da escola envolvida, para tomar as devidas providencias. (Com informações do Native News Carajás)

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