Criança denuncia padrasto por estupro, mas quem vai preso é o namorado

Gerson Miranda da Cruz, conhecido como “Careca” e também como “Mirandinha”, seria namorado da vítima e confessou manter relações sexuais há alguns meses com a garota. Ele recebeu voz de prisão em flagrante na delegacia especializada

MARABÁ (PA) — Na tarde desta quarta-feira (10), um homem foi preso em flagrante enquanto acompanhava uma criança de 11 anos que fazia denúncia de estupro de vulnerável contra o próprio padrasto. Gerson Miranda da Cruz, conhecido como “Careca” e também como “Mirandinha”, seria namorado da vítima e confessou manter relações sexuais há alguns meses com a garota. Ambos viviam, aliás, sob o mesmo teto na Vila Brejo do Meio, zona rural de Marabá, no sudeste paraense.

De acordo com a polícia, a menina de 11 anos denunciou o padrasto no Destacamento de Polícia Militar da Vila Brejo do Meio, acusando o homem, que tem 65 anos, de estuprá-la durante um período dois anos, em 2019 e 2020.

Na Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente de Marabá (Deaca), a garota relatou que começou a ser estuprada pelo padrasto quando tinha apenas nove anos de idade.

A criança estava acompanhada na delegacia por Mirandinha, que ao ser indagado sobre o grau de parentesco dele com a vítima, respondeu ser o namorado. O homem recebeu voz de prisão pela prática do crime de estupro de vulnerável, pois a criança só possui 11 anos de idade.

De acordo com a polícia, Mirandinha afirmou que mantinha relações sexuais desde o mês de julho com a criança. Eles moravam juntos na mesma casa como se fosse um relacionamento entre um homem e uma mulher adultos, a partir do início deste mês.

O suposto abuso sexual praticado pelo idoso, que não foi identificado, está sendo investigado, visto que o relato da criança ainda levanta dúvidas da autoridade policial. A Deaca abriu um inquérito para apurar o crime de estupro de vulnerável.

Mirandinha, por sua vez, foi preso em flagrante na unidade policial e transferido durante a tarde desta quarta para o Centro de Triagem Masculino de Marabá (CTMM), onde permanece à disposição da Justiça. (Portal Debate Carajás)

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