CPI pede investigação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras

No documento, Leila é citada em meio a suspeitas de irregularidades envolvendo a Crefisa, empresa da qual também é presidente.

A presidente do Sociedade Esportiva Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, passou a figurar no centro de uma nova controvérsia fora das quatro linhas. O relator da CPI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu que a dirigente seja investigada pela Polícia Federal por suspeitas relacionadas ao leilão da folha de pagamento de benefícios do instituto.

O pedido consta no relatório final da comissão, apresentado na última sexta-feira (27), e aponta a necessidade de aprofundamento das apurações diante do que foi classificado como lacunas na investigação. Segundo o parlamentar, houve limitações no andamento do trabalho.

“Deve-se observar que a base de contratos operados pela Crefisa junto ao INSS apresentou uma expansão relevante nos últimos anos, ampliando significativamente o potencial lesivo de eventuais práticas irregulares”, destacou Gaspar no relatório.

Segundo ele, a interrupção dos trabalhos da comissão após decisão do Supremo Tribunal Federal impediu um avanço mais detalhado sobre o caso.

Contrato bilionário e suspeitas levantadas

No documento, Leila é citada em meio a suspeitas de irregularidades envolvendo a Crefisa, empresa da qual também é presidente. Entre os possíveis crimes mencionados estão falsidade ideológica, fraude em sistemas eletrônicos, estelionato previdenciário, gestão irregular e infrações contra a economia popular.

A polêmica gira em torno do leilão realizado em 2025, quando a Crefisa venceu a maior parte dos lotes para administrar a folha de pagamento do INSS no período até 2029. O contrato, que ultrapassou a marca de R$ 12 bilhões, chamou atenção por superar acordos tradicionais firmados com grandes bancos do país.

No entanto, o crescimento acelerado da atuação da instituição financeira no setor também levantou questionamentos. Dados citados no relatório indicam um salto expressivo no número de contratos vinculados ao INSS em poucos anos, ampliando o impacto potencial de eventuais irregularidades.

Diante de denúncias envolvendo práticas como cobranças indevidas e suposta pressão para abertura de contas, o acordo acabou sendo encerrado pelo órgão ainda em 2024.

Leila Pereira chegou a ser convocada para prestar depoimento na CPI na condição de testemunha, mas não compareceu após obter um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes.

Até o momento, a dirigente não se manifestou publicamente sobre as recomendações do relatório.

Com informações: Estadão

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!