Cosanpa será leiloada nesta sexta com previsão de R$ 18 bilhões em investimentos

O objetivo é universalizar o acesso a água tratada e esgotamento sanitário em 126 municípios paraenses, incluindo a capital, Belém.

Está marcado para esta sexta-feira (11/4), na sede da B3, em São Paulo, o leilão de concessão dos serviços de saneamento básico operados atualmente pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). O processo faz parte do plano de privatização da empresa, com estruturação feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prevendo uma concessão de 40 anos e investimentos estimados em R$ 18 bilhões.

O objetivo é universalizar o acesso a água tratada e esgotamento sanitário em 126 municípios paraenses, incluindo a capital, Belém. Quatro grupos confirmaram participação no certame: Aegea, Azevedo e Travassos (por meio da Aviva Ambiental), Servpred (empresa sediada em Belém) e o consórcio Eldorado Saneamento. Não houve interesse pelo Bloco C da concessão, que abrange o oeste do Pará, incluindo o município de Santarém.

Apesar da expectativa em torno do volume de investimentos, o processo tem enfrentado resistência de diferentes setores. Representantes de municípios como Ananindeua, Paragominas, Parauapebas e Canaã dos Carajás apresentaram pedidos de impugnação do edital, alegando ausência de diálogo e possíveis impactos negativos nas finanças municipais. Segundo os prefeitos dessas cidades, já existem investimentos locais em andamento na área de saneamento que poderiam ser prejudicados com a mudança na gestão.

O Sindicato dos Urbanitários do Pará também se manifestou contra a privatização, convocando uma paralisação para o dia do leilão. A entidade alerta para o risco de aumento nas tarifas de água e esgoto, além da possibilidade de precarização dos serviços. Entidades da sociedade civil compartilham das mesmas preocupações, apontando que a concessão à iniciativa privada pode comprometer o acesso da população mais vulnerável a serviços básicos.

O governo estadual defende que o modelo de concessão é essencial para viabilizar a meta de universalização até 2033, conforme o Novo Marco Legal do Saneamento. O resultado do leilão será acompanhado de perto por gestores públicos, sindicatos, investidores e representantes da sociedade civil, devido à relevância social e econômica da medida.

Marabá está entre os municípios afetados pela privatização da Cosanpa, cujo leilão será realizado nesta sexta-feira (11/4), em São Paulo. A cidade, uma das mais populosas do sudeste paraense, integra a área de concessão prevista no edital elaborado pelo BNDES, que inclui 126 municípios. Caso o processo avance como planejado, a gestão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário passará a ser responsabilidade de uma empresa privada pelo prazo de 40 anos.

A mudança promete investimentos significativos em infraestrutura, com a meta de universalização do saneamento básico até 2033. No entanto, a medida também gera preocupações entre lideranças locais, sindicatos e parte da população, especialmente quanto ao possível aumento de tarifas e à manutenção da qualidade e abrangência dos serviços nas áreas mais vulneráveis do município.(Portal Debate)

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